O avanço tecnológico exterminou profissões, na mesma velocidade que criou novas. Assim, exigindo cada vez mais domínio técnico, os novos trabalhos permitiram que a força física ou uso do corpo fossem substituídos por máquinas ou tecnologias. Isso significou muitas coisas, boas e ruins. Entre as boas, mais segurança nos trabalhos.

Confira agora, 5 tipos de trabalhos que hoje ainda seguem sendo comuns, mas que, por outro lado, deixaram de ser um verdadeiro pesadelo.

1 – Descarrilar vagões de trem

Os trens, hoje, são altamente modernos. Por isso, hoje, os condutores até podem navegar tranquilamente pelas redes sociais. Afinal, com tanta tecnologia, conduzir um trem, atualmente, não é tão complicado como no passado. Para se ter uma ideia da dificuldade que era ser condutor, na Grã-Bretanha por exemplo, durante o século XIX, os maquinistas precisavam ficar sempre atentos. E por quê?

Bom, porque a qualquer momento, era preciso desconectar um determinado vagão e, em seguida, guiá-lo até uma estação. E o que tem de perigoso nisso? Os vagões eram desconectados no momento em que o trem estava em movimento. Obviamente, toda a operação era feita por profissionais altamente treinados. Em mais de 100 anos, apenas dois acidentes graves aconteceram. Em contrapartida, nenhuma morte foi registrada. O serviço foi interrompido em 9 de setembro de 1960.

2 – Crianças e pistas de boliche

As pistas de boliche são altamente equipadas por alta tecnologia. Ou seja, máquinas fazem a maior parte do trabalho. O que nós precisamos fazer é apenas lançar a bola. O resto, a tecnologia resolve. São as máquinas que indicam a vez dos participantes, que calculam as pontuações e que organizam os pinos. No entanto, o cenário, em 1895, era outro. Sabe quem organizava os pinos? As crianças. Isso mesmo. Esse tipo de trabalho era destinado à crianças. Eles eram conhecidos como “Pin boys”.

Eram os “Pin boys” que realizavam todo o trabalho que a tecnologia faz hoje. As crianças, além de organizarem os pinos, tinham que levar as bolas lançadas de volta aos respectivos proprietários. Além disso, o salário era uma merreca. Obviamente, alguns acidentes ocorreram. Nada grave, apenas alguns ossos quebrados.

3 – Lavadeiras de roupas

Na época romana, lavar a roupa não era uma atividade prazerosa. Não como é hoje. E sabe porque não era prazerosa? Basicamente, primeiro, por ser um trabalho braçal. Segundo, por causa da amônia. E o que a amônia tem a ver com isso? A amônia era um componente essencial para as lavanderias romanas. Como não era fácil encontrar tal produto, as lavadeiras tinham que se contentar com amônia presente na urina.

A urina era coletada de camponeses. Após ser coletada, a urina passava por um processo de descanso. Basicamente, ficava alguns dias dentro de um jarro. Após esse processo, o conteúdo era mesclado com sabão, água morna e, por fim, a roupa. Depois de tudo isso, as lavadeiras tinham que pisar nos panos, de três a cinco dias. Acredite ou não, a roupa saia limpinha.

4 – Bibliotecários

Trabalhar em uma biblioteca é, à primeira vista, uma experiência monótona. Mas essa ideia surgiu recentemente, com o advento das bibliotecas modernas. Os bibliotecários na Era Dourada podiam morrer a qualquer momento. Por isso, na época, trabalhar em uma biblioteca não tinha nada de monótono. As maiores bibliotecas possuíam instalações gigantescas. Em muitas, os livros estavam dispostos em estantes de ferro fundido, de até cinco patamares.

Cuidar dessas instalações era cansativo. Muitos profissionais, na época, ficaram doentes devido às pragas, à inalação de poeira, etc. Alguns caíram de extremas alturas. Em 1900, a Associação de Bibliotecas Públicas do Brooklyn até pensou em construir um “lar à beira-mar”, especificamente, para bibliotecários que sofreram acidentes de trabalho.

5 – Botânicos e flores

No século 19, os ingleses tinham uma tremenda atração por flores. Especificamente pelas raras. Por isso, muitos botânicos empreenderam verdadeiras missões para obtê-las. Entre os caçadores de plantas mais famosos estava Ernest Henry Wilson. Durante o tempo em que trabalhou no ramo, Wilson presentou os ingleses com milhares de espécies da Ásia. O profissional quase morreu trabalhando nisso várias vezes.

Outro botânico famoso foi George Forrest. Forrest, antes de morrer, identificou mais de 1.200 espécies. Frank Kingdon-Ward também foi um botânico de destaque. Ele também foi outro que quase morreu durante algumas de suas expedições. Sobreviveu à queda de uma árvore e de um penhasco. Inúmeros outros profissionais morreram atuando no mesmo ramo. Alguns padeceram nas mãos de sequestradores, contraíram doenças ou foram mortos por animais selvagens.

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