No século XII, a Inquisição foi um grupo de várias instituições, que se instalaram dentro do sistema jurídico da Igreja Católica Romana. Dessa forma, esse período teve como principal objetivo, combater a heresia a todo custo. No entanto, anos depois, muita coisa é ensinada de forma incorreta sobre o que foi esse período. Por isso, separamos 7 coisas que te ensinaram errado sobre a Inquisição.

De fato, esse é um dos momentos mais sombrios da história religiosa. Assim, quando as pessoas pensam nos “podres” da Igreja Católica, a Inquisição é uma das primeiras coisas que é mencionada. Esse é um fragmento da história muito delicado de ser tratado. Por isso, não é de se estranhar que haja uma série de mitos e conceitos errôneos ao seu redor.

1 – A Inquisição não foi um evento único

Quando imaginamos a Inquisição, geralmente, pensamos na Inquisição Espanhola. Contudo, esta foi, e ainda é, a mais famosa, mas não a única. Para se ter uma ideia, a ideia de Inquisição vem de muito antes. Desde o primeiro século, já havia uma lei romana, conhecida como um “procedimento inquisitorial”. No entanto, apenas em 1184, essas ideais mais agressivas foram formalizadas. Sendo que, somente centenas de anos depois, a Inquisição Espanhola surgiria.

2 – Pagãos e Judeus

Embora pagãos e judeus tenham sido grandes alvos da Inquisição, eles não foram os primeiros. Com isso, um dos primeiros grupos, a ser perseguido, foi o dos “cátaros”. De fato, eles rejeitaram toda a estrutura católica, especialmente suas demonstrações de riqueza e poder. E isso, já foi o suficiente para que houvesse ordem de morte para os que seguissem os costumes do movimento.

3 – Durou mais tempo do que você pensa

Na sua essência, a inquisição não era necessariamente práticas de tortura e morte apenas. Isso porque, eles estavam prestes a extirpar pensamentos e ações considerados heréticos. Em outras palavras, significava também uma vigilância, que era a igreja manter os olhos em cima do que as pessoas faziam e do que liam também. Isto levou ao Índice de Livros Proibidos. A primeira versão oficial foi publicada sob o Papa Paulo IV, em 1559, e foi controversa, mesmo quando foi introduzida pela primeira vez. Essa ideia teve as suas raízes, várias décadas antes de entrar em vigor, sendo que se manteria pelos próximos quatro séculos.

4 – Proibição da tortura

Mesmo sendo conhecida pela tortura, esse nem sempre foi um método que esteve presente. Nos primeiros escritos, era afirmado que qualquer um que, defendesse a sua religião por meio da tortura, não estava defendendo suas crenças. Mas sim, desrespeitando-as da forma mais imperdoável possível. Contudo, algum tempo depois, a prática foi permitida em casos específicos. Mas mesmo assim, só seria aceitável se não houvesse derramamento de sangue, danos permanentes, e claro, nenhuma possibilidade de morte.

5 – Número de mortes

Enquanto alguns afirmam que houve milhões de mortes, ou reivindicam que houve ao menos dezenas de milhares de mortos, o Vaticano nega e diz que esse número é muito menor do que o sugerido. Em números contabilizados pela igreja, 125.000 pessoas foram levadas para julgamento e apenas um porcento desse número foi executado, totalizando cerca de 25.000 pessoas.

6 – Todos esperavam pela Inquisição

De fato, todos já esperavam pela Inquisição Espanhola. E logo no começo, já foi dito e deixado bem claro, o que seria feito. Com isso, os membros da comunidade foram avisados com duas semanas de antecedência. E inclusive, que a partir da data estipulada, já se podia entregar os hereges.

7 – Conversões não tão sinceras

Durante o período, cerca de 20.000 pessoas foram convertidas ao catolicismo. Com isso, mesmo que os que haviam sido hereges, agora, só precisavam andar na linha da Inquisição. No entanto, muitos se converteram por conta de interesses econômicos. Isso porque, algumas das oportunidades de trabalho estavam disponíveis, apenas para quem estava na religião certa. Dessa forma, o olhar, em que seguia, de fato, os costumes, se tornou mais rígido.

Deixe uma resposta