Castlevania é uma das franquias de jogos eletrônicos mais famosas do meio. O sucesso iniciado na década de 1980, apenas aumentou com os anos. Desde então, foram mais de trinta games da série. Entre continuações, reboots e até spinoffs, a história de Drácula, com a família Belmont, teve diferentes abordagens através das décadas. Os jogos possuem uma base fiel de fãs que, com bons motivos, se desesperaram quando anunciaram a adaptação da franquia para uma série animada. Pela Netflix ainda.

Entretanto, indo contra todas as apostas, a série se mostrou realmente boa. Conseguindo quebrar com algumas maldições do entretenimento. Toda e qualquer adaptação exige mudanças. Elas fazem parte do processo, já que cada arte possui sua respectiva forma e estilo. A maioria das alterações é feita de forma equívoca e a obra acaba prejudicada. Felizmente, este não é o caso. A seguir, falamos um pouco sobre as diferenças entre os jogos e o anime de Castlevania, as quais não foram tão ruins assim!

1 – Pirata Grant

As duas temporadas da série apresentaram personagem de acordo com os jogos. No entanto, existe um nome em especial que foi mantido ausente da história. Ao menos por enquanto, o Pirata Grant não deu as caras no programa. Ele faz parte do conhecido Trio Maioral. Junto com Trevor e Sypha, ele ajuda a derrotar Drácula e reconstruir a nação de Wallachia. Eventualmente, surge até um triângulo amoroso entre eles. Na animação, Alucard incorporou o lugar do pirata, mas sem o drama romântico. Mesmo assim, a dinâmica de Trevor, Sypha e Alucard na série foi um dos melhores acontecimentos da segunda temporada.

2 – O histórico dos Belmont

Os jogos de Castlevania não são grandes fornecedores do passado da família Belmont. Por meio do cenário, em especial pela mansão da qual provêm, podemos fazer suposições sobre a história das gerações. Nada tão explicado, apenas especulações. Diferente da série, onde Trevor não para de reclamar a respeito do próprio passado. Um costume, que rende bons momentos ao lado de Alucard, o qual zoa toda a sentimentalidade do amigo.

3 – A história de Lisa

Nos games, Lisa se resume a ser apenas o interesse amoroso de Drácula. Ela foi sua esposa humana, mãe de seu filho, sendo aquela que morreu e pronto. Há poucos detalhes sobre sua pessoa e história. Na série, contudo, a personagem se tornou muito mais interessante. A série começa com ela, tendo coragem suficiente para adentrar a fortaleza de Drácula e pedir ajuda para a vida. Lisa almejava ser médica e aceitou ficar no castelo para aprender tudo o que podia com ele. O romance foi consequência. Ela não tem tanta presença nos games, enquanto na série, ela é o ponto de virada na vida do Drácula por duas vezes.

4 – Magia e ciência

As coisas são muito simples nos jogos, existe magia boa e ruim. Básico, preto no branco e não há discussões. Contudo, toda essa simplicidade não seria interessante na adaptação. Sendo assim, os criadores colocaram um pouco mais de complexidade na história. A linha traçada entre o certo e o errado em relação ao uso da magia se tornou tênue. Existe a manipulação dos elementos para aprimorar a vida, como Sypha faz. Ao mesmo tempo que também pode usar tais conhecimentos, e tantos outros, para transformar a vida das pessoas um inferno. Como a Igreja bem mostra. Na tangente, temos ainda a ciência que, desconhecida pela maioria, muitas vezes é confundida com magia. Foi o conhecimento científico adquirido por Lisa que a colocou na fogueira. Perseguida por fanáticos religiosos.

5 – Oradores e seu papel social

Quando conhecemos Sypha na série, ela faz parte de um grupo chamado Oradores. Eles carregam consigo as histórias e os conhecimentos do mundo. Mas não gostam da ideia de transcrevê-las. Por isso, o nome Oradores, pois passam a sabedoria por gerações pela oralidade. Segundo eles, “a história é uma coisa viva, o papel está morto”. Eles são perseguidos pela Igreja, que os veem como feiticeiros e culpados pela cólera despertada em Drácula.

6 – A lealdade de Carmilla

Carmilla é dedicada a seu mestre nos jogos. Uma das personagens mais poderosas da franquia, ela não mede esforços para agradar a Drácula. Em certo ponto, realiza a ressurreição do vampiro em seu castelo, na Áustria. Em contrapartida, a Carmilla vista na série não guarda papas na língua. Ela reprova o luto de Drácula e acredita que ele amoleceu demais desde do envolvimento com Lisa. Então, ela mesmo age pela mudança. Por meio de intrigas e traições, Carmilla monta seu próprio exército para ocupar o lugar de seu mestre.

7 – Sypha

Como dito, os jogos de Castlevania não tendem a ser fontes ricas de informações sobre personagens. Sypha é mais um exemplo. Nos games, ela é apenas uma bruxa habilidosa, sem muitos detalhes sobre sua vida. Já na série, a personalidade da personagem é mais explorada. Sypha não tem medo de encarar aventuras, é determinada e não deixa ninguém escolher o caminho para si. Ela integra o trio de protagonistas da segunda temporada e mostra força e poder durante todos os episódios. Em especial, o último que, até o momento, é facilmente é dos melhores (se não o melhor) de toda a série.

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