Se pensarmos na história da humanidade, vários massacres e chacinas já aconteceram. Guerras reivindicando posse de terras, conflitos para mostrar superioridade e brigas pela discordância de opiniões sempre aconteceram. Algumas com resultados positivos, mas outras com resultados tão devastadores que ficaram marcadas na História e na memória das pessoas.

Muitos acham que nosso país nunca teve nenhuma chacina ou massacre como esses que vemos hoje em dia nos jornais, mas se enganam. O Brasil já teve seus massacres que ficaram marcados na história do país. Alguns bem noticiados e que todos sabem, e alguns, mais antigos, que talvez não sejam do conhecimento de todos. Aqui listamos alguns deles.

1 – Massacre do Carandiru

Esse massacre aconteceu no dia 2 de outubro de 1992, no maior presídio do país, a Casa de Detenção de São Paulo, que era conhecida como Carandiru. Os presos destruíram uma parte grande do presídio e a Polícia Militar foi chamada para intervir. Os policiais invadiram o presídio com metralhadoras e facas. Quando a ação terminou o total era de 111 presos mortos.

2 – Massacre da Candelária

Esse massacre aconteceu na praça da Igreja da Candelária no centro do Rio de Janeiro. Em julho de 1993, oito jovens com idades entre 11 e 19 foram mortos a tiros por homens que chegaram no local em dois carros. A motivação para essa chacina ainda é desconhecida.

3 – Massacre do Capacete

Também conhecido como Massacre dos Tikunas, ele aconteceu em 28 de março de 1988, na Boca do Capacete, que fica perto de Benjamin Constant a 116 quilômetros de Manaus. Nos anos 1970, os conflitos entre nativos e ocupantes das terras estavam aumentando, então a Fundação Nacional do Índio, no início dos anos 1980, resolveu demarcar as terras tikunas. No dia 28 de março, os tikunas se reuniram para debater a demarcação das terras quando um grupo de 15 homens armados, liderados por Oscar Castelo Branco, com rostos escondidos invadiram atirando, matando e ferindo mais de 50 índios que estavam reunidos na Boca do Capacete.

4 – Massacre de Eldorado dos Carajás

Aconteceu no dia 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás no sul do Pará. Dezenove sem-terra foram mortos pela Polícia Militar do estado do Pará. O acampamento dos sem-terra na Fazenda Macaxeira surgiu em setembro de 1995 e no dia 5 de novembro eles ocuparam a fazenda. Em abril de 1996, cerca de 2.500 sem-terra estavam acampados na região. Eles começaram uma passeata de 900 quilômetros até a capital para reclamar da demora na desocupação dos 40 mil hectares da fazenda. A polícia tinha sido encarregada de tirá-los do local.

5 – Massacre de Haximu

Haximu é o nome da comunidade Yanomami que fica na fronteira do Brasil com a Venezuela, próximo ao rio Demini. O massacre aconteceu em 1993, quando garimpeiros armados foram à aldeia dos indígenas e mataram crianças, mulheres e idosos. Depois de quatro yanomamis morrerem, os homens haximu começaram o ritual de vingança exigido pela tribo, tirando a vida de dois garimpeiros. Depois disso, os garimpeiros planejaram a chacina de todos os indígenas da tribo, mas ela não aconteceu porque a maioria da tribo estava na aldeia vizinha em uma celebração.

6 – Chacina dos Portugueses

A motivação para essa chacina foi financeira. Ela foi planejada pelo português Luís Miguel Militão, que convidou seis empresários, também portugueses, para visitar Fortaleza. O assassinato em massa aconteceu no dia 12 de agosto de 2001. Eles foram direto para uma barraca na Praia do Futuro com a promessa de encontrar mulheres, mas lá foram executados com pauladas na cabeça e foram enterrados, ainda vivos, na cozinha do restaurante.

7 – Massacre de São Bonifácio

Também conhecida como Guerra da Ponte, esse conflito aconteceu em 29 de dezembro de 1987, em Marabá. O conflito foi entre os garimpeiros da Serra Pelada e a Polícia Militar do Pará. Essa manifestação, que levou à uma guerra entre os grupos, bloqueou a Ponte Mista de Marabá e pedia a reabertura do garimpo em Serra Pelada. Ela ficou conhecida por esse nome pelo conflito ter sido no dia de Santo Bonifácio. Quinhentos soldados do 4º batalhão da Polícia Militar encurralaram os garimpeiros e foram avançando por uma das partes da ponte, enquanto o exército fechava a outra parte. Os policiais atiraram por 15 minutos com metralhadoras e fuzis contra a multidão. Muitos garimpeiros se jogaram da ponte.

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