Hellen Katty é a mais velha de quatro irmãos. Sua mãe, Elena Gallo de Flores, é empregada na empresa de serviços de saneamento de Piura, e seu pai, Enrique Flores, é suboficial da Força Aérea do Peru (FAP).

Em 1994, Hellen Katty frequentava a Escola Primária do Centro Educativo da Vila de suboficiais FAP de Piúra, onde mora. Um dia, Elena percebeu que a menina tinha uma coceira persistente na perna. Aproximou-se para observá-la melhor e reparou que tinha uns pontinhos muito vermelhos; pensou que se tratasse de um alergia comum e que, portanto, logo desapareceria. A menina foi dormir, mas Elena, que no fundo ficara preocupada, levantou-se de noite para vê-la sem a acordar, a fim de que não se assustasse. Então descobriu que o travesseiro de Hellen estava manchado de sangue, que lhe saía da boca e da cabeça.

No dia seguinte, o seu marido levou a menina ao Hospital da FAP. O médico disse-lhe que se tratava de fragilidade capilar e recomendou uma análise de sangue imediata. O resultado dos exames não foi satisfatório: a menina tinha as plaquetas baixas e, em consequência disso, o seu sangue não coagulava de modo normal.

Enrique regressou a casa preocupado. De acordo com a esposa, decidiram levar a garota ao hospital da FAP em Lima. Elena pediu licença no seu trabalho e viajou com Hellen Katty.

NO HOSPITAL

Ao chegarem, já eram esperadas pela doutora Consuelo Astete, que examinou a menina e, dada a gravidade do caso, determinou o seu internamento.

O doutor Jorge Vargas, que se encarregou imediatamente do caso de Hellen Katty, mandou fazer novos exames e observou uma diminuição contínua das plaquetas, que chegaram a um nível muito inferior ao dos limites fisiológicos. Os especialistas diagnosticaram uma “púrpura trombocitopênica idiopática grave”. O doutor Vargas informou Elena da gravidade da doença e pediu-lhe que chamasse o à capital. Durante essa noite, Elena permaneceu em vigília. O médico pedira-lhe que acompanhasse a filha, pois ficava cada vez mais debilitada.

Os novos exames que se fizeram tornaram a alarmar o médico. Quando pelas onze da manhã foi visitar a menina, dirigiu-se à mãe e entregou-lhe uma estampa do Bem-aventurado Josemaría Escrivá, que a doutora Consuelo Astete lhe tinha enviado dois dias antes e que ele se esquecera de entregar a Elena.

A CURA

Desde que recebeu a estampa para a devoção ao Bem-aventurado Josemaría Escrivá, Elena rezou a oração insistentemente e com muito fervor, pedindo pela vida da filha. De vez em quando, colocava a estampa sob o travesseiro de Hellen. Ainda que não conhecesse o Bem-aventurado Josemaría, ao deter os olhos na sua foto, sentiu que a sua fé se acendia.

Segundo se lembra Elena, a menina estava preparada e pensavam que faleceria nesse dia. Pela manhã, fizeram-lhe outro exame, e às três da tarde desse mesmo dia, quinta-feira, 22 de setembro, apareceu o doutor Vargas com os resultados. Tinha boas notícias. Ao ver Elena, disse-lhe: “Senhora, a sua fé salvou a sua filha: as plaquetas subiram para 140.000. Diga à doutora Astete que a oração da estampa fez o milagre”. Não se tratava de um simples aumento de plaquetas, mas de uma cura súbita e total. A menina não precisou de nenhum tratamento posterior, pois estava completamente curada.

Elena, sua mãe, afirma que a cura se deve à intercessão do Bem-aventurado Josemaría Escrivá. Em nenhum momento duvidou disso, e passou a demonstrar o seu agradecimento dando testemunho do ocorrido. Antes de retornar a Piúra, levou a filha à Missa, para agradecer a Deus a cura.

UMA ESTAMPA NA MOCHILA

Hellen Katty tem agora 17 anos. A Dra. Cannata faz-lhe análises de sangue periódicas, mas as plaquetas continuam a ter um nível normal. Atualmente, prepara-se para ingressar na Universidade Nacional de Piúra: quer estudar Informática. Desde que saiu do Hospital, leva sempre consigo, na mochila, a estampa que ela chama “a estampa do milagre”. Leva-a consigo aonde quer que vá e conta a história aos seus amigos. Pede ao Bem-aventurado Josemaría que a ajude nas suas provas e em muitas outras coisas.

Elena diz que agora vive com a grande alegria de ter recebido esse favor. Ainda que passe por necessidades econômicas, está feliz, porque compreendeu a importância de outro tipo de valores que não os puramente materiais.

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