A grande maioria das modelos inicia suas carreiras ainda na adolescência e, geralmente, como manda a etiqueta, se aposentam aos 30 e poucos anos. Entretanto, essa não é a realidade de Alice Pang. Em suma, aos 96 anos, Pang é a modelo mais velha da Ásia e, possivelmente, do mundo. Além disso, Pang começou a modelar aos 93 anos, e sua presença, no mundo da moda, hoje, quebra muitos paradigmas impostos pela ditadura da juventude.

Natural de Hong Kong, Pang sempre gostou de se vestir bem, de se sentir elegante. Em contrapartida, nunca havia considerado a possibilidade de se tornar modelo. A ‘culpa’, aqui, é da neta, que, há exatos três anos, viu um anúncio para modelos sênior, de mais de 65 anos. Nesse ínterim, a neta não pensou duas vezes e enviou as fotos de sua avó.

Certamente, Pang foi selecionada e, assim, convidada a participar de uma sessão de fotos. Como nunca recusou um desafio, Pang decidiu tentar. E deu certo. Pang, naturalmente, ficou impressionada com o resultado. Mesmo não acreditando que seria capaz de se tornar modelo, hoje, Pang é reconhecida como uma das melhores modelos seniores da Ásia.

O dias de modelo

“No começo, eu não sabia como modelar. Recebi muita ajuda e, gradualmente, fui desenvolvendo carinho pela profissão”, explica Pang. A asiática já atua como modelo há três anos, e já fez campanhas para marcas prestigiadas, como Gucci e Valentino.

Além disso, Pang diz que não segue nenhuma dieta especial. Porém, a modelo afirma que faz exercícios. No entanto, Pang revela que passou a vida longe do sol. O resultado é uma pele invejável. Sua cútis clara e excelente postura, qualidades incomuns para pessoas de sua idade, atualmente, fazem dela uma dos modelos seniores mais procuradas do mercado.

Por seguir um estilo de vida ativo, e por ter coragem de iniciar uma carreira totalmente incipiente na casa dos 90, Pang recebe muitos elogios. Entretanto, a modelo não gosta de se vangloriar. Pang diz que, mesmo sendo modelo, ela não pode negar o fato de ter mais de 90 anos.

Novas regras da moda

Como dissemos acima, a presença de Pang no mundo da moda quebrou diversos paradigmas. Em suma, após alguns escândalos, envolvendo o mundo da moda, a indústria começou a repensar o ideal do corpo perfeito.

Grandes marcas internacionais deixaram de utilizar, em suas campanhas, modelos magras demais. Algumas até eliminaram a numeração 34 de suas lojas. Hoje, o cenário ganha novos ares. A indústria da moda passou a abraçar a diversidade.

Os responsáveis pela iniciativa, que promete romper com padrões abusivos no mundo da moda, foram os grupos LVMH e Kering, que mantêm grifes como Givenchy, Dior e Louis Vuitton.

Outra atitude similar partiu da Condé Nast, o nome por trás de títulos como o da revista Vogue. A empresa já anunciou um novo código de conduta, visando assegurar um ambiente seguro para as modelos, que posam para as páginas de suas revistas. O objetivo é evitar que as modelos sofram qualquer tipo de abuso.

Entre estilistas, modelos e donos de agências, o discurso é unificado por uma máxima: a máquina toda precisa mudar o funcionamento.

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