Temos que concordar que não são todas as pessoas que acreditam que, de fato, possa existir vida em outros planetas. Mas diferentemente desse tipo de pensamento, a ciência e a física vêm nos revelando que a probabilidade de existir vida lá fora é realmente muito alta. É ser muito egoísta pensar que nós estaríamos sozinhos no universo tão grande. E que não encontraríamos vidas alienígenas, se elas realmente existirem.

As formas de vida que encontraremos podem ser as mais variadas. E segundo os cientistas do Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI), o mais provável é que evidências de vida extraterrestre inteligente sejam encontradas antes de se encontrar microrganismos.

De acordo com o que a busca científica por vida alienígena tem mostrado, os pesquisadores apostam em descobrir alguma bactéria microscópica em Marte. Ou algum organismo simples nos mares da lua de Júpiter.

Isso porque é de se pensar que formas de vida mais simples, são mais abundantes no universo, e por isso, seriam o tipo de vida alienígena que se encontraria primeiro. Mas os cientistas dizem que a busca por essas formas de vida é muito limitada.

Vida

O problema é que a tecnologia que é usada atualmente, e também a que se terá no futuro próximo, não dá aos cientistas a chance de olhar muito longe do nosso sistema solar. E menos ainda nos sistemas mais próximas.

“Existem dois cavalos na corrida para encontrar vida além da Terra. O primeiro é a busca por assinaturas químicas em planetas. E o segundo é a busca por inteligência extraterrestre. A vida inteligente tem vantagem, pois pode ser detectada em toda a galáxia”, disse Andrew Siemion, da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Essas assinaturas químicas podem ser ambíguas. Os cientistas podem não ter certeza se o metano ou produtos químicos parecidos podem ter sido produzidos por seres vivos.

As assinaturas tecnológicas, por outro lado, são mais claras. Elas funcionariam como evidências de tecnologia ou vida inteligente alienígena que seria enviada pelo cosmos por meio de ondas de rádio, pulsos de laser e outras formas de radiação eletromagnética.

Procura

Os cientistas do SETI estão querendo tentar detectar esses sinais, que não poderiam ser criados pela natureza. Assim como outros vestígios de tecnologia alienígena.

Enquanto eles não têm sucesso, Siemon se mantém otimista com relação ao futuro. Principalmente, porque a capacidade de detecção deve ser três ordens de magnitude maior até na próxima década.

“Vimos uma explosão dramática no número de observatórios, no número de cientistas que estão trabalhando neste campo”, afirmou.

Mesmo com as apostas de Siemon, os pesquisadores podem acabar encontrando a vida alienígena simples no nosso sistema solar. Se isso for o caso, os cientistas precisarão refletir sobre o que essa descoberta significa para os humanos.

Seria um baque descobrirmos que não estamos sozinhos no universo. E essa descoberta pode ser o que falta para dizer que no universo existe uma vida abundante. Mas que ela não sobrevive por tempo suficiente para conseguir evoluir e criar inteligência ou ter a capacidade de ir além do seu próprio mundo.

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