Algumas doenças podem afetar a corrente sanguínea, como por exemplo a diabetes. Mas um novo passo da ciência pode ajudar no combate dela. E não estamos falando de uma nova droga ou um remédio, mas sim de um sistema de vasos sanguíneos humanos que são praticamente idênticos aos reais.

A novidade desses vasos é que eles foram os primeiros criados em laboratório e já mostraram ser uma grande vantagem para o tratamento de diabetes. As pessoas que têm diabetes possuem os vasos sanguíneos mais espessos, o que é conhecido como membrana basal, e isso prejudica a transferência de nutrientes e oxigênio para as células e tecidos. Se essa troca não acontece corretamente, isso pode levar a vários problemas, desde insuficiência renal até a cegueira ou até mesmo ataques cardíacos e derrames.

Os pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica falaram como conseguiram fazer com que as células-tronco se transformassem em organoides de vasos sanguíneos humanos, que é o termo usado para se referir aos sistemas celulares tridimensionais feitos em laboratório. Tais estruturas que imitam as características dos órgãos ou tecidos.

Em uma placa de Petri feita para imitar um ambiente diabético, eles colocaram os vasos sanguíneos nela. Então eles viram que a membrana basal engrossou de uma maneira parecida com o espessamento que é visto nos pacientes diabéticos.

Descoberta

Com essa descoberta, os pesquisadores foram em busca de um composto químico que pudesse impedir esse espessamento nos vasos que foram criados no laboratório. E eles descobriram um inibidor de enzima y-secretase.

E com isso, o estudo mostra que a inibição causada pelo y-sacretase poderia ser um tratamento útil para o diabetes. E o pesquisador Josef Penninger também aponta que esses vasos sanguíneos criados em laboratório têm um potencial para muito além de lidar somente com diabetes.

“Ser capaz de construir vasos sanguíneos humanos como organoides a partir de células-tronco é um divisor de águas. Todos os órgãos do nosso corpo estão ligados ao sistema circulatório”, disse Penninger.

“Isso poderia permitir que os pesquisadores desvendassem as causas e os tratamentos para uma variedade de doenças vasculares, da doença de Alzheimer, doenças cardiovasculares, problemas de cicatrização, derrame, câncer e, é claro, diabetes”, concluiu.

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