A palavra ‘ecletismo’ bem que poderia ser incorporada ao nome de Alan Cleber. Músico, intérprete, diretor teatral. Em todas essas facetas artísticas, Alan se envolve de corpo e alma. O resultado não poderia ser outro: atualmente ele é reconhecido como um dos principais nomes da cultura do Vale do São Francisco.

Mas nem sempre foi assim. Em entrevista ao Talk Show, Alan disse que tentou seguir a carreira de arquiteto. Só que percebeu que não iria dar certo nunca. “Sempre fui péssimo em matemática”, brinca. A partir daí, então, a vida de Alan começa a se direcionar para o mundo das artes, ainda adolescente, ao interpretar uma canção de Cássio Lucena – chamada ‘Não’ – numa gincana do Colégio Paulo VI, em Juazeiro (BA). Ele lembra que foi destaque ao ser vencedor em todos os requisitos.

Depois vieram os circuitos de barzinhos na região, onde o lado artístico de Alan aflorou de vez. Mas fazer o ‘arroz com feijão’ não combinava muito com ele. “Nunca gostei de ser convencional. Eu misturava o Alan Cleber cantor com o Alan Cleber do teatro, que eu nunca deixei”, lembra.

Com muito carisma na bagagem, o artista chega aos 21 anos de carreira fazendo o que ‘dá na telha’, mas com qualidade. “Sempre gosto de cantar o que eu quero cantar. Tenho muitos ídolos e inspirações”, pondera.

Projetos

Além de se inspirar em nomes como Alcione, Ivete Sangalo e Ney Matogrosso, Alan também prova que tem luz própria. Ele está lançado um novo CD de música inéditas, com algumas parcerias, e planeja também um DVD acústico para breve.

Em paralelo, ele já desenvolve shows temáticos de seus artistas preferidos, que só serviram para consolidar o seu potencial eclético. Perguntando se a região não está pequena demais para ele, Alan Cleber é enfático. “Muita gente não acredita, mas nunca tive a pretensão de sair. As pessoas me dizem que estou me perdendo aqui. Mas nunca perdi tempo aqui (em Juazeiro e Petrolina). Fiz minha história aqui. Viver de música fora daqui nunca me passou pela cabeça”, assegura.

A única exceção, segundo Alan, é o show que faz em homenagem a Ney Matogrosso, que surpreende o público pela riqueza de figurino, maquiagem, cenário e – claro – a qualidade da sua banda. “Queria que o Brasil todo visse. É um show para aclamar uma classe social fiel à Música Popular Brasileira”, afirma. Ele conta, no entanto, que o melhor estilo para ganhar dinheiro é o brega. “Quando anuncio meu show com músicas de brega os ingressos e mesas se esgotam rapidamente”.

Com tanto talento, fica até difícil acreditar que Alan não gosta de seu ouvir. “A pior sensação é estar em algum lugar e tocarem uma música que estou cantando. Fico morto de vergonha”, garante.

CB

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