As doenças que afetam o cérebro são vistas como algumas das mais preocupantes que as pessoas podem ter. Dentre esses problemas, está o mal de Alzheimer, uma doença incurável, que vai ficando mais grave com o tempo.

Quem é afetado pelo mal sofre com demência ou perda de algumas funções cognitivas, como memória, orientação, atenção e linguagem. Isso porque as células do cérebro começam a morrer. O diagnóstico, em seus primeiros estágios, pode ajudar a retardar o avanço da condição, mas nem sempre isso é possível.

De acordo com os modelos tradicionais. o mal de Alzheimer é provavelmente a doença mais diversa. Um sequenciamento de RNA feito pós-morte revelou três subtipos moleculares principais da doença. Cada um deles se apresenta de uma maneira diferente no cérebro e representa um risco genético único.

Sabendo disso, isso pode ajudar os pesquisadores a preverem quem é mais vulnerável a cada um desses subtipos. Além de saber como a sua doença pode progredir e quais são os tratamentos mais adequados para eles. Isso tudo pode, potencialmente, ter melhores resultados.

Doença

Além disso, essa descoberta pode ajudar a explicar por que os tratamentos eficazes para a doença de Alzheimer tem sido tão difíceis de serem encontrados até agora.

Os autores da pesquisa descobriram que os modelos de camundongos disponíveis para a pesquisa são de um subtipo específico. E não todos os subtipos simultaneamente.

“Isso pode explicar parcialmente por que a grande maioria das drogas que tiveram sucesso em modelos específicos de camundongos não se alinham com os testes humanos generalizados em todos os subtipos de doença de Alzheimer. Portanto, subtipar pacientes com Alzheimer é um passo crítico em direção à medicina de precisão para esta doença devastadora”, disseram os pesquisadores.

Tradicionalmente, se acredita que a doença de Alzheimer seja marcada por aglomerados de placa beta-amiloide (Aβ) e por emaranhados de proteínas tau (NFTs) encontrados em biópsias pós-morte do cérebro.

Esses dois marcadores são sinônimo da doença. No entanto, nos últimos anos, as principais hipóteses a respeito do que eles realmente fazem com o cérebro humano foram questionadas.

Estudo

Geralmente, se acredita que os acúmulos de Aβ e NFT levam à perda neural e sináptica. Depois disso vem a degeneração, incluindo inflamação e degeneração do revestimento protetor das células nervosas. Isso faz com que os sinais no cérebro diminuam.

Contudo, as novas evidências mostraram que até um terço dos pacientes com diagnóstico clínico confirmado não tinham placas Aβ em suas biópsias pós-morte.

Com o conhecimento de todas as pesquisas é altamente provável que existam subtipos específicos de doença de Alzheimer que ainda não foram separados. E essa nova pesquisa ajudou a revelar três vertentes principais.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram 1.543 transcriptomas, que são os processos genéticos sendo expressos na célula, em cinco regiões do cérebro. Com o sequenciamento de RNA eles conseguiram traçar o perfil desses transcriptomas. E identificaram três subtipos moleculares principais de doença de Alzheimer.

Eles são: susceptibilidade à neurodegeneração mediada por tau; neuroinflamação amilóide-β; sinalização sináptica; atividade imunológica; organização de mitocôndrias; e mielinização.

Esses subtipos eram independentes da idade e da gravidade da doença. As assinaturas moleculares também estavam presentes em todas as regiões do cérebro, mas especificamente no hipocampo. Essa região é bem associada à formação de novas memórias.

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