O comentarista político Hélio Gurovitz, que escreve num blog do portal G1, faz uma análise da corrida presidencial nesta segunda-feira (20) e aponta a forte possibilidade de o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) estar presente num eventual segundo turno em 2018. Acaso o ex-presidente Lula obtenha as condições jurídicas para disputar o pleito, o embate deve acontecer entre os dois.

“Enquanto ainda persiste a dúvida sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma realidade começa a se consolidar na corrida eleitoral de 2018: a fragmentação do voto antipetista. É o cenário ideal para a radicalização. À medida que o campo no centro do tabuleiro político se pulveriza, crescem as chances de um segundo turno entre Lula e o deputado Jair Boolsonaro. Será essa a situação caso se confirmem todas as candidaturas que vêm sendo cogitadas”, inicia Gurovitz em sua análise.

O jornalista acredita que os nomes ligados aos partidos tradicionais que disputam o voto centrista serão, em princípio, apenas dois. O primeiro seria o governador paulista, Geraldo Alckmin. O segundo seia um candidato governista – ou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ou mesmo o presidente Michel Temer, cuja reeleição tem movimentado conversas em Brasília.

Já fora dos grandes partidos, Gurovitz aponta a pulverização que inclui o apresentador de TV Luciano Huck, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, o economista João Amoêdo, do Partido Novo. Todos deram passos na direção do lançamento de candidaturas nos últimos dias. Não é possível tirar do páreo Marina Silva, da Rede, ainda indecisa.

“Confirmadas essas candidaturas, basta fazer as contas para entender como são altas as chances de segundo turno entre Lula e Bolsonaro. De acordo com as pesquisas, o patamar de Lula tem variado em torno de 40% dos votos válidos. Dificilmente cairia abaixo de 30% (ou 25% dos votos totais) caso saia candidato”, acredita.

Em relação a Lula ele aponta duas: primeiro, se Lula realmente sairá candidato e, segundo, caso não saia, se o chefão petista terá poder de transferir seus votos a qualquer outro petista com base no discurso clássico de vitimização, “elite contra povo”, “golpe” etc. Gurovitz acredita que, mesmo que a resposta à primeira pergunta seja não, qualquer candidatura petista seria forte. E aponta dois motivos: o PT tem um eleitorado historicamente fiel e adotou uma postura clara de oposição a um governo extremamente impopular.

“Não é impossível que, até a eleição, alguém desponte nas pesquisas e se consolide na liderança do campo antipetista. Mas é difícil, pois todos brigam mais ou menos pelo mesmo eleitor de centro. Jogam um jogo de soma zero na briga por no máximo 60% dos votos. Por isso, cada nova candidatura de forasteiros da política favorece Lula e Bolsonaro. Fragmentação é tudo o que querem os radicais”, diz ao final do artigo.

A análise completa de Hélio Gurovitz você pode acessar clicando AQUI.

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