Você, provavelmente, já deve ter visto, ao rolar a sua linha do tempo nas redes sociais, algumas imagens de pessoas simulando como ficariam sua aparência ao envelhecerem. Tudo feito com ajuda de um novo aplicativo, que se tornou viral entre as pessoas na internet. A aplicação, chamada FaceApp, recententemente se tornou um dos itens mais baixados nas lojas de aplicativos, tanto do Android quanto do iOS.

Além do efeito simulando uma idade avançada, o aplicativo também é capaz de mudar a cor dos olhos e cabelos. Sem dúvida alguma, um ótimo entretenimento para uma internet sempre carente de novidades. No entanto, todo esse sucesso do aplicativo tem chamado a atenção de empresas de segurança do mundo todo.

A empresa russa Wireless Lab, que criou o FaceApp, pode estar coletando informações sobre os usuários de sua aplicação. Isso, enquanto as pessoas se divertem com seus diversos filtros e demais funcionalidades. O objetivo seria construir uma enorme base de dados. O mais perigoso é que tudo estaria sendo feito com consenso dos usuários.

Uma rápida busca na App Store, da Apple, e no Google Play, do Google, e facilmente você encontrará o aplicativo entre os mais baixados. As transformações propostas pelo aplicativo acontecem por intermédio de uma inteligência artificial. Empresas parceiras da Wireless Lab também estariam envolvidas na coleta de informações. Mais especificamente, o histórico dos navegadores presente nos dispositivos que utilizam o FaceApp.

Tudo isso estaria ocorrendo com permissão dos usuários, uma vez que, na política de privacidade, seus criadores especificaram que, ao baixarem a aplicação, os usuários concordavam em fornecer fotos e outros materiais, bem como o histórico de navegação.

“Usamos ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e as tendências de uso do serviço. Estas ferramentas reúnem informações enviadas pelo seu dispositivo ou pelo nosso serviço, incluindo as páginas web que visita, add-ons, e outra informações que nos ajudem a melhorar o serviço. Reunimos e usamos estas informações analíticas juntamente com informações analíticas de outros usuários, para que não possa ser usada para identificar qualquer usuário individual em particular”, escreveu a empresa nos termos de política de privacidade do aplicativo.

Política de privacidade

Além do mais, os próprios criadores do aplicativo informam sobre o uso de cookies e outras tecnologias para a coleta de informações, bem como sobre como a ferramenta está sendo utilizada. E, assim como outros aplicativos, poderem fornecer a seus usuários novas funcionalidades, bem como anúncios publicitários.

Ao utilizar o aplicativo,  algumas informações de registro são automaticamente enviadas para eles. “Quando utiliza o nosso serviço, os nossos servidores registram automaticamente determinadas informações do arquivo de registro, incluindo o seu pedido da Web, endereço IP, tipo de navegador, páginas de referência/saída e URL, número de cliques e a forma como interage com os links no serviço, nomes de domínio, páginas de entrada, páginas visualizadas e outras informações. Também podemos reunir informações semelhantes de e-mails enviados para os nossos usuários, que depois nos ajudam a monitorizar quais emails são abertos e em que links os destinatários clicam”, detalharam.

Entretanto, a Wireless Lab esclarece que não colhe, ao menos não intencionalmente, dados de pessoas menores de 13 anos. Diz ainda que, caso isso aconteça “sem intenção”, tais informação são obrigatoriamente eliminadas da base de dados.

As informações coletadas por eles também podem ser compartilhadas com terceiros. Entre estes, empresas de publicidade ou outras empresas que possam ajudar a aprimorar o serviço. Além do mais, essas informações podem ser processadas nos Estados Unidos. Ou, em qualquer outro país onde os provedores da Wireless Lab, ou de outras empresas vinculadas, estejam instalados.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

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