O papa reconheceu, nesta terça-feira (25) em Tallinn, durante uma visita à Estônia, que os escândalos sexuais envolvendo a Igreja Católica são um obstáculo para uma juventude que não vê uma condenação suficientemente forte por parte da instituição.

Os jovens “estão indignados com os escândalos sexuais e econômicos, diante dos quais eles não veem uma clara condenação”, constatou Francisco, diante de uma juventude cristã do país reunida em uma igreja luterana.

A uma semana de um sínodo que reunirá bispos do mundo todo em Roma para tratar dos problemas da juventude, o sumo pontífice observou que muitos jovens “consideram a presença da Igreja lamentável, até irritante”.

Para Francisco, a Igreja deve restabelecer o contato e buscar ouvir melhor uma “geração da imagem e da ação, mais do que da especulação”. A Igreja católica está, atualmente, no centro de uma crise existencial devastadora, em razão da multiplicação de revelações sobre abusos sexuais.

Na terça, a Igreja católica alemã apresentou oficialmente suas desculpas, após a publicação de um relatório devastador relatando agressões sexuais a mais de 3.600 menores no período de 1946-2014. A diferença é que, agora, muitos bispos estão na mira da Justiça de seus países por terem feito vista grossa, ou organizado transferência de padres pedófilos para outras paróquias. (AFP).






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