Peritos do Instituto de Criminalística (IC) encerraram, por volta das 18h desta sexta-feira (14), a reconstituição do assassinato do médico cardiologista Denirson Paes, de 54 anos, encontrado morto na cacimba da sua casa em um condomínio de luxo em Aldeia, Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), em maio deste ano. Durante quase quatro horas, a esposa da vítima, Jussara Rodrigues, 55 anos, e Danilo Paes, 23 anos, filho do médico, participaram da simulação.

De acordo com o perito Fernando Benevides, foram realizadas várias etapas para tentar evidenciar todos os passos do crime. “Conseguimos elaborar alguns resultados. O que posso adiantar é que o trabalho foi bastante interessante porque conseguimos tirar algumas dúvidas, fazer relações de coisas que a gente tinha confirmado na perícia”, contou.

Ainda segundo Benevides, Danilo, filho do casal, fez uma participação não ativa na reconstituição do assassinato. “Diante da Justiça, ele tem direito de se negar a fazer. Ele participou de forma não ativa, mas esteve presente ao ato, nos auxilou em termos de localização e ângulos. Jussara foi ativa”, disse.

ambém participaram da simulação um ator, representando a vítima, e um homem conhecido como Uraquitan, funcionário do Hospital Barão de Lucena, onde Jussara trabalhava. Ele teria ajudado a esposa do médico, quebrando a casinha de ferramentas de Denirson.

O entulho resultante da destruição desse espaço serviu para ocultar o corpo dentro da cacimba. Mas, de acordo com o perito criminal do IC, o homem desconhecia que havia um cadáver no local. “Ele não sabia, inclusive isso foi salientado por Jussara. A preocupação da equipe era materializar o fato, saber quem participou ativamente para não incriminar alguém que não tivesse culpa”, acrescentou Benevides.

A reconstituição também aconteceu fora do condomínio. “Ela comprou cimento e areia em dois estabelecimentos comerciais e era necessário encontrar o local onde ela foi e pegou o indivíduo que quebrou a casinha”, pontuou.

Sobre a possibilidade de Jussara ter cometido o assassinato sozinha, o perito Diego Costa afirmou que foi possível testar várias hipóteses. “Mas não dá para adiantar nenhum tipo de resultado agora, porque vamos realizar algumas análises, que têm 30 dias para sair o laudo”, disse. “Foi uma cena extremamente complicada porque está envolvida a morte de familiares, então tiveram muitas emoções envolvidas, mas percebemos também varias nuances dos personagens em cada situação”, completou. (Folha PE).

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