Por: Blog Edenevaldo Alves –

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A pescadora Fabrícia Miranda da Silva, 33 anos, acusa os médicos da Maternidade Municipal de Juazeiro (BA), por negligência médica após a morte de seu bebê ocorrida na última sexta-feira (14).

Fabrícia estava grávida de 42 semanas e seu parto estava previsto para acontecer no dia 6 de fevereiro. Ela informou à redação do Blog que no dia 5 já estava na maternidade para ser atendida, entretanto, após ser avaliada, reagendaram  para dia 13 de fevereiro.

Na nova data, a pescadora que mora no município de Sento Sé (BA) estava na unidade para ter a criança e comunicou aos médicos – conforme acompanhamento do pré-natal –  que não tinha passagem para ter o bebê, mesmo assim os profissionais insistiram no procedimento normal.

“Avaliaram, viram que não tinha passagem, dois médicos me futucando, me rasgando. As mãos deles saiam cheia de sangue de tanto me futucar (…) não fizeram esforço nenhum. Eles me rasgando igual fazem com um urubu,  eu me acabando sozinha em tempo de morrer. Sem forças pra botar a menina para fora e a menina não nascia. Eles não tiveram dó. Minha filha nasceu sem chorar, toda roxinha (…) Não foi um parto normal, foi um parto forçado”, lamentou afirmando ainda que  o bebê tinha feito cocô há oito dias dentro de sua barriga.

Segundo a pescadora, a criança nasceu no dia seguinte (14/02)  às 19h25. O bebê que se chamaria Noemi   ficou vivo apenas um dia e meio com a ajuda de aparelhos mas não resistiu e faleceu.

“Eles forçaram meu parto até que chegou o tempo de perder a minha filha.  Estou toda rasgada, toda doente. Eu quero justiça para que outras mães não sofram. Eles me acabaram, vai durar um bocado de tempo para eu voltar ao normal”, compartilhou emocionada ao Blog.

Fabrícia salientou que  registrará a denúncia no Ministério Público.

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