Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina-Facape. (Foto: Blog do Carlos Britto)

Neste artigo, o leitor Edmar José da Silveira faz uma análise crítica sobre o presente e, sobretudo, o futuro da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina.

Confiram:

Considerações à parte, devo acreditar que o ideal de bem público não está intrinsecamente ligado ao fenômeno do interesse público.

Vejamos: Em um desses dias iluminado, postei uma crônica sobre os caminhos e descaminhos de nossa gloriosa instituição Facape. Post que enviei a todos os colegas, principalmente àqueles que se dizem interessados no seu desenvolvimento institucional.

Acreditem, senhores, que recebi um único comentário, que simplesmente dizia ser uma “ótima análise”.

Ótimo! Elogiosa palavra. Mas o objetivo de tal publicação era não só, um alertar a todos, para o que podemos chamar de esforço coletivo, para salvaguardar os interesses difusos daquela faculdade. Mais ainda, o de que precisamos urgentemente arregaçar as mangas para a realização conjunta de um trabalho hercúleo, de recuperação financeira da instituição, sob pena de ver o trabalho de tantos outros dirigentes e colegas que por ali passaram, e que sempre objetivaram o crescimento da instituição como organização pública, cuja finalidade dentre seus objetivos é o de honrar a toda a sua comunidade acadêmica e sociedade com o seu legado de construção do saber científico.

Ao longo de toda uma semana, acompanhei a circulação desse post na internet e não houve mais nenhum outro compartilhante, comentário ou curtida acerca da análise, ou sua concordância e/ou discordância.

Não é de admirar que, se entreolharmos pelas frestas dos portais da história, seja normal que as pessoas, mesmo caminhando juntas, professam interesses distintos, como olhar em direções opostas. O que constatei com a falta de argumentação, negativa e/ou positiva, é que nenhum dos meus colegas ou ex-colegas tiveram a coragem de se expressar, talvez por medo de ser rejeitado, ignorado, estigmatizado, ou como dizia um colega no período das últimas eleições, “ser policiado” pelos mentores das pífias propostas de reconstrução do legado Facape.

Um dos eminentes Papas da história da igreja dizia que “a audácia dos maus se alimenta da covardia e da omissão dos bons” (Papa Leão XVIII). Também se expressava de forma parecida o baluarte da luta contra a discriminação racial americana, o pastor Martin Luther King, que afirmava: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética…o que me preocupa é o silêncio dos bons”.

Qual caminho nós queremos seguir? O que queremos continuar construindo sob os muros da Facape?

Gritar que o mundo está em crise e fechar os olhos para os nossos problemas, sem alertar os nossos dirigentes de que a crise é dentro de nossa casa, e que nós é que temos que ministrar o remédio para a enferma Facape. Essa é a dura realidade que temos de enfrentar.

Volto então a parafrasear o doutor Luther King: “o que me preocupa é o silêncio dos bons”.

Edmar José da Silveira/Leitor

Fonte: Blog do Carlos Britto

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