Em mais um artigo, o professor e colaborador assíduo deste Blog, Eurico Serafim, inspira-se no 20º Moto Chico de Petrolina para fazer um breve comparativo entre motociclistas, motoqueiros e similares.

Boa leitura:

Há uma emblemática produção hollywoodiana, “Easy Rider”, que mostra um pouco o espírito e o sentimento de liberdade de motociclistas. Trazendo aquelas sequências como um flash back observamos, a partir das rotinas cotidianas, algumas características dessas nossas duas cidades-polos, visto que as mesmas têm um número muito grande de motocicletas.

O motociclista é apaixonado pela máquina, normalmente é disciplinado, implementa condução defensiva, procura cumprir a legislação, é mais organizado, promove eventos para confraternização, troca de experiências e fortalecimento de laços de amizade. Têm uma agenda. E precisam se livrar dos maus motoristas, que os ameaçam.

O motoqueiro, na sua maioria, tem o seu equipamento porque é de custo menor, agiliza a sua movimentação para o trabalho ou escola e implementa condução ofensiva, ou seja, é um apressado permanente, não observa bem a legislação, e no seu dia a dia é craque em ultrapassagens incríveis e inapropriadas e grandes imprudências. E sempre tem razão? Já houve caso de ultrapassagem na rampinha de acesso à Ponte (lado de Juazeiro).

Os similares – mototaxistas, entregadores de pizza, de gás, Uber etc, etc – são motoqueiros e, além disso, têm longas jornadas e trabalham sob pressão. Quanto mais pizza entregar, quanto mais passageiros transportar, maior o ganho. E haja risco. É alta a exposição ao risco do condutor e, principalmente, dos passageiros e condutores de outros veículos sujeitos a adversidades várias. Já aconteceu de passageiro desistir da viagem no meio do caminho, tamanhas as peripécias. Os gastos do governo para o atendimento de situações oriundas desse segmento devem ser absurdos.

Considerando, então, esse universo, não se trata de querer demonizar parte desse segmento, mas é urgente que possamos conviver de modo mais harmônico com todos que fazem parte da mobilidade das cidades. E para isso é fundamental que o aparato institucional possa se fazer mais presente.

A impressão que se tem é que há uma disputa por espaço e essa não é uma boa regra de trânsito.

Pensemos bem no tipo de condutores que somos para evitarmos transtornos que podem se tornar permanentes e dolorosos. Como em “Easy Rider”, a motocicleta tem que ser uma companheira de aventuras, uma amiga a nos facilitar a vida, e não uma armadilha.

Eurico M. R. Serafim/Professor

PS: Parabéns para a Associação por mais um Moto Chico…

Fonte: Blog do Carlos Britto

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