Um artista. Antes disso, um ser humano e que saiu da sua terra natal para virar Mestre da Música Popular Brasileira. Na sua trajetória de Mestre sempre se isentou e se escondeu atrás da sua personalidade tímida e reservada.

Por outro lado, a sua música sempre brilhou. Há que não o conheça. Mas, não há quem não conheça ou não tenha ouvido uma das suas inúmeras canções que já estavam imortalizadas antes mesmo da sua partida.

Hoje li reportagens locais que falavam que o artista renegava a sua terra natal Juazeiro. Um boato que se estende até hoje. Uma mentira, uma inverdade, para alguém que não tinha a sua pessoa como um artista popular. Suas músicas sim, essas sempre foram populares.

E graças a sua arte liderou um movimento que a música brasileira terá que ser eternamente grata. Li também reportagens sinceras: “Juazeiro não chora por seu filho mais ilustre”. Sim, ao andar nas ruas e perguntar sobre o nome João Gilberto, a maioria das pessoas não deve conhecer de fato. Ele, a pessoa não era popular, mas suas músicas sim. Existe uma estátua dele na Orla de Juazeiro, mas talvez muitas pessoas passem por ali e nunca tenham percebido a importância daquele artista, só pelo fato já dito: não era um artista popular.

Por outro lado, artistas da atualidade, extremamente populares, com milhões de seguidores nas redes sociais, sejam bem mais lembrados, porém suas músicas… Ah, essas ai, me desculpem os fãs, são esquecidas facilmente e jamais vão estar imortalizadas. São músicas descartáveis. Pois bem, prefiro os ‘Joãos Gilbertos’ anônimos por ai. Os que falam pouco e produzem músicas de verdade. Músicas que expressem sentimentos, poesias, coisas boas, reflexões e beleza.

Esse é o sentido da música para mim. Música que marque a nossa vida com letra de verdade. Vamos respeitar um grande Mestre e não colocar palavras em sua boca do tipo: “ele não gostava de Juazeiro”. E Juazeiro, gostava dele? E foi Juazeiro que o tornou esse grande músico, compositor, poeta…? Não, me desculpem… Ele se tornou ele porque saiu daqui e buscou o mundo através da sua arte e agora encerrou aqui a sua trajetória chamada de vida e deixou para nós um legado musical que poucos nos dias de hoje conseguem fazer.

Texto da jornalista Lara Cavalcanti

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