Celeiro de talentos no esporte, o Vale do São Francisco já deu ao país grandes nomes no futebol. O juazeirense Petros Araújo, 30 anos, é mais um deles. Atualmente jogando na Arábia Saudita, onde recentemente fez história ao ser campeão pelo Al Nassr, Petros já tem no currículo passagens por clubes como Corinthians, São Paulo e Betis (Espanha). Não é para qualquer um.

A carreira do volante teve início no Juazeiro e, por volta dos 15 anos, ele seguiu para o Vitória (BA). De lá, o céu sempre foi o limite para Petros. Mesmo conquistando o que já conquistou, ele é admirado – sobretudo por quem o conhece mais intimamente – pela sua maneira simples de ser.

Sou a mesma pessoa desde quando saí (da região) e tenho muito orgulho disso, mas não foi fácil. Sei o quanto precisei ralar, quantas barreiras tive que romper e pular. Quem não é humilde, não merece ter nada na vida”, ponderou o atleta juazeirense, em conversa no Carlos Britto Talk Show.

Quando está nas quatros linhas do campo, Petros é tido como um jogador ‘esquentado’. Ele, no entanto, vê de outra forma essa sua peculiaridade. “Eu sei perder, mas não posso nem gosto de perder. Tenho muita gente que depende de mim. As pessoas que são próximas a mim sabem o cara generoso que sou. Se pudesse, dava todo meu dinheiro para ajudar os outros, porque acredito que a gente está aqui para servir. Existem pessoas que podem perder, mas como um nordestino que teve que ralar e lutar, não posso perder”.

Futuro

Apaixonado por sanfona e pelo Rio São Francisco, o volante do Al Nassr traduz o fato de já ter jogado contra ídolos de videogame, a exemplo de Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, como “sentimento de satisfação total”. Mas quanto atuar pela seleção brasileira, ele assegura que esse sonho ficou apenas no início de sua carreira. “Sinceramente, não sonho mais com seleção. Deus já me deu muito mais do que pedi”, reflete. Já sobre o futebol nacional, ele acredita que o país, em termos de talento, sempre será o número um, mas precisa organizar melhor seu calendário de competições.

Livre de vícios como beber ou fumar, Petros espera ficar pela Arábia por mais dois ou três anos, para depois voltar ao Brasil e encerrar a carreira. Por ser um atleta que sempre se preocupou com a forma física, ele acredita que tem condições de jogar em alto nível por pelo menos mais seis anos. “Enquanto eu puder render, eu trabalho. Mas não jogarei apenas para tirar dinheiro de clube. Esse não é meu perfil”, conclui. Perdeu a entrevista com Petros? É só acessar o link disponibilizado pelo Blog.

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