Ausente na audiência pública que discutiu a privatização da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e Eletrobras, além da revitalização do Rio São Francisco, realizada na manhã de hoje (14) na Casa Plínio Amorim, o ministro Fernando Filho (Minas e Energia) acabou virando alvo dos discursos mais críticos.

O debate, que lotou o plenário da Câmara Municipal, foi prestigiado por representações sindicais e lideranças políticas de Juazeiro (BA), a exemplo do deputado estadual Zó (PCdoB), dos estaduais de Petrolina, Lucas Ramos (PSB) e Odacy Amorim (PT) – respectivamente presidente e vice da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) – e de cidades vizinhas. Em mais de quatro horas, os posicionamentos contrários à privatização das estatais deram o tom das discussões.

Fernando Filho teria justificado sua ausência por compromissos agendados anteriormente. Talvez por isso mesmo ele foi o foco das críticas. De todos os que promoveram a defesa das estatais, o ex-deputado federal Fernando Ferro foi um dos mais contundentes.

Em seu discurso, Ferro disse que a privatização pretendida pelo ministro é entregar uma estatal brasileira (a Chesf) a uma chinesa. “Ele quer promover a desnacionalização das nossas riquezas”, declarou. Ao lembrar que o falecido senador Nilo Coelho defendia a Chesf, Ferro afirmou que Fernando Filho não passa de um “moleque de recado do capital internacional”.

Cristina

Satisfeita com o resultado do debate, a vereadora Cristina Costa (PT) – que propôs a audiência sobre a questão do Rio São Francisco, ao lado do líder oposicionista Paulo Valgueiro, que requereu o debate sobre a Chesf – disse que representantes de mais de 30 entidades participaram do evento, repassando seus conhecimentos técnicos acerca da privatização das estatais. “Não podemos discutir privatização enquanto partidos, governo ou de forma individual. É importante a sociedade saber o que pode acontecer com a privatização”, ponderou.

Sobre a ausência de Fernando Filho, Cristina lamentou num tom duro. “Esse projeto (de venda da Chesf) é interesse individual de um grupo político que quer permanecer no poder, em detrimento do respeito e da coletividade do povo nordestino e brasileiro. O rio não é de Fernando Filho nem de Temer. É do povo, foi dado por Deus, e a gente não pode ver um ministro, que de forma golpista chega ao ministério para vender o rio sem ouvir o sentimento daqueles que dependem da região”, disparou.

Cristina também comentou a ausência dos vereadores da base do prefeito Miguel Coelho (PSB) na audiência. Segundo a vereadora, infelizmente muitos do grupo político ligado ao Governo Temer “não têm autonomia” para se manifestar sobre o assunto, pois correm o risco de sofrer represálias.



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