As baleias são cercadas de histórias e estão presentes na imaginação dos pescadores, marujos e homens do mar, desde que as navegações acontecem. Esses animais gigantes, o mar e o comportamento deles ainda é muito fascinante para os cientistas que conhecem muito pouco sobre os hábitos desses gigantes.

Elas são pertencentes à ordem dos cetáceos que foram originados dos mesoniquídeos há cerca de 50 milhões de anos. Esses animais estão no nosso planeta há muito tempo.

As baleias vivem em média 30 anos, mas já foram registradas baleias que chegaram aos 50. A reprodução das baleias não é tão grande como possa se imaginar. Se comparada a outros mamíferos, ela é até relativamente baixa. Cada espécie tem uma característica reprodutiva, mas a maioria delas tem somente uma estação reprodutiva ao ano, onde as fêmeas se acasalam com mais de um macho.

Baleia

Exatamente por não ter uma reprodução tão grande e junto com a caça a esses animais, várias espécies de baleias ficaram à beira da extinção. Até mesmo uma espécie completamente nova já foi considerada em extinção.

Esse foi o caso da baleia de 11,5 metros de comprimento que encalhou nos Everglades da Flórida em janeiro de 2019. Assim que a carcaça gigante apareceu na praia Sandy Key, os cientistas acharam que ela era uma subespécie da baleia bryde. Essa é uma espécie de baleia do mesmo grupo que inclui a baleia azul. E eles batizaram a baleia encontrada de baleia Rice.

Contudo, agora, depois de análises genéticas de outras baleias de Rice, além de um exame do crânio da baleia que foi encontrada nos Everglades, os pesquisadores tiveram um resultado. Eles viram que o animal não é uma subespécie, mas sim que a baleia de Rice é uma espécie totalmente nova que vive no Golfo do México.

Essa descoberta foi detalhada no dia 10 de janeiro desse ano na revista “Marine Mammal Science”. Ela também significa que existem menos de 100 membros dessa espécie vivendo na Terra. Esse número baixo faz com que as baleias de Rice sejam classificadas como criticamente ameaçadas, conforme diz o comunicado da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

Segundo o estudo, os pesquisadores analisaram os registros da baleia de bryde tanto no Caribe quanto no oceano Atlântico. Depois disso eles concluíram que as baleias vistas eram evidências “de uma espécie não descrita de Balaenoptera do Golfo do México”.

Nova espécie

Patricia Rosel e Lynsey Wilcox, principal autora e co-autora do estudo respectivamente, completaram os primeiros testes genéticos dessa baleia em 2008. Nessa época elas descobriram que o crânio da baleia de Rice era diferente do das baleias de bryde.

Além da diferença no crânio, as baleias de Rice são também ligeiramente diferentes no tamanho. Segundo a NOAA, essas baleias podem chegar a crescer 12,8 metros de comprimento e pesar até 27.215 quilos. Em comparação, as baleias de bryde medem um pouco mais de 15,2 metros e pesam cerca de 24.947 quilos.

Conforme pensam Rosel e sua equipe, essas baleias da nova espécie podem viver cerca de 60 anos. Mas como existem tão poucos indivíduos restante dessa espécie, os pesquisadores precisam de mais observações dessas baleias para conseguirem ter uma ideia melhor sobre a expectativa de vida.

Por conta da localização do seu habitat, ou seja, o Golfo do México, as baleias de Rice são particularmente vulneráveis aos derramamentos de petróleo, aos ataques de navios e também à exploração e produção de energia.

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