Gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento de um ou mais embriões no interior do útero da mulher. Para que ocorra a gravidez, é necessário que o óvulo, gameta feminino, seja fecundado pelo espermatozoide, e disso todos já estão cansados de saber. Durante as primeiras semanas após a fecundação, a mãe ainda não sente os efeitos da gravidez. Mas isso não quer dizer que o bebê não esteja se desenvolvendo, muito pelo contrário, ele continua crescendo a cada segundo.

Quando casais começam a pensar em ter um bebê, alguns planejamentos precisam ser realizados. A maioria deles é sobre os primeiros anos do neném. Na base desse planejamento, há uma estruturação econômica que irá bancar os custos dessa pequena nova vida. E eles são muitos: roupas, fraldas, produtos de higiene, alimentação, etc. A seguir, vem o espaço onde o bebê poderá crescer e se desenvolver. Depois, começa a se pensar na educação, na construção de caráter e personalidade dessa criança. Isso mostra que, normalmente, na hora de se ter um filho, todo mundo já pensa em todos os processos depois do nascimento.

Raramente vemos pais que afirmam terem se preocupado com o bebê em si ainda dentro da barriga. Não estou falando da saúde dele, e sim, da personalidade e seus gostos.  Muitos estudiosos afirmam que o vínculo entre um filho e seus pais já vai se formando dentro da barriga. Alguns chegam a dizer que alguns fetos podem sentir o estado psicológico da mãe. Por isso, é interessante se preocupar com a criação de um bebê desde que o mesmo está na barriga.

Com os avanços tecnológicos podemos ver que o método “convencional” de se ter um bebê pode já não ser mais o único. E os cientistas estão com novos planos. Eles querem cultivar embriões humanos em laboratório usando úteros artificiais de alta tecnologia.

Isso pode parecer coisa de filme de ficção científica ou então ser uma realidade muito longe. Mas os cientistas planejam fazer isso em breve. Tanto que, os médicos do Hospital Infantil da Filadélfia já começaram um diálogo com a Administração de Drogas e Alimentos americana, que é o órgão que regula a pesquisa e liberação de alimentos e remédios no país.

Essa conversa foi para testar úteros artificiais em embriões humanos nos próximos dois anos. Se esse estudo tiver sucesso, ele poderá mudar radicalmente a forma como nós vemos a gravidez, o parto e talvez até mesmo a evolução humana.

Útero

Segundo Carlo Bulletti, médico da universidade de Yale, se os testes clínicos forem bem sucedidos, esses úteros artificiais totalmente funcionais podem ficar prontos no período de dez anos.
Esses úteros artificiais, se forem seguros e eficazes, vão conseguir ajudar a prevenir várias complicações médicas. E algumas que podem surgir durante a gravidez. Além do que também poderão facilitar o trabalho de parto e não comprometerão a capacidade da mãe se conectar com seu filho.

“Se o feto estivesse em um útero artificial, seria possível acessá-lo e controlar o ambiente sem restringir a autonomia de uma mulher”, afirmou Anna Smajdor, filósofa da Universidade de Oslo.

“Então, de certa forma, podem haver benefícios para o próprio feto”, continuou.

O fato da mãe não carregar o bebê em sua barriga pode ser compensado pelas vantagens de saúde que ela terá. E dados alarmantes também poderão ser diminuídos. Por exemplo, cerca de 300 mil mulheres morrem de complicações na gravidez ou por conta dela. E com esse avanço tecnológico do útero artificial, certamente, essa realidade será mudada.

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