Em sua essência, o Dia dos Namorados é um feriado altamente comovente, que dá às pessoas a chance de dizer aos seus companheiros como eles são especiais. Mas Merelize Van der Merwe, uma caçadora sul-africana, não pensa assim. A data, por ser única, deve ser comemorada de uma forma distinta da usual. Para a profissional, nada de flores ou jantares românticos, a comemoração deve ser totalmente diferente – e se possível, cheia de adrenalina.

Com o intuito de atender as expectativas de Merelize em tal data comemorativa, seu marido planejou uma pequena viagem para o noroeste de Joanesburgo. Ali, o casal se hospedou no resort Sun City. Ao todo, o marido gastou cerca de US$ 2.900. O valor, que parece ser alto, dava ao casal o direito de usufruir do ambiente com pompas e circunstâncias, incluindo a oportunidade de caçar uma girafa de 17 anos.

“Meu marido, que é um cara maravilhoso, sabia que essa era uma de minhas vontades. Para mostrar um certo apoio, ele reservou um fim de semana romântico em um resort 5 estrelas”, revelou Merelize em uma postagem no Facebook. “Eu fiquei literalmente como uma criança, totalmente ansiosa”.

A caçadora e a girafa

De acordo com a mídia internacional, a caçadora Merelize Van der Merwe sempre almejou abater uma girafa. Esse foi o principal motivo que fez o casal se hospedar no resort Sun City, no Dia dos Namorados, pois a caça de animais selvagens, ainda hoje, é permitida na zona. “Eu amo a pele da girafa e amo o fato dela ser um animal tão icônico na África”, acrescentou.

Após conquistar o feito, Merelize postou em suas redes sociais fotos de si mesma, sorrindo, ao lado da girafa morta. Para agradecer o marido pela oportunidade, a caçadora retirou o coração do animal morto e o presenteou. Na legenda da publicação a qual Merelize aparece segurando o órgão da girafa, a caçadora, sorrindo, pergunta aos seus seguidores: “Já se perguntou o quão grande é o coração de uma girafa?”. “Estou absolutamente na lua com o meu presente do Dia dos Namorados”.

Além de presentear o marido com o coração da girafa, Merelize pretende transformar a pele do animal em um tapete.

Hábito

Van der Merwe, além de dedicar-se à caça, administra uma fazenda de frutas cítricas na província de Limpopo, também na África do Sul. No ano passado, a caçadora abateu mais de 500 animais.

Mesmo que a União Internacional para Conservação da Natureza tenha demonstrado constantemente as consequências da caça de animais selvagens, Merelize acredita que suas ações são benéficas.

“Se a caça for proibida, os animais perderão o valor e desaparecerão”, disse. “A caça ajudou a trazer de volta muitas espécies à beira da extinção. As únicas pessoas que protegem esses animais são os caçadores”.

Para a caçadora, abater uma girafa de 17 anos significava uma oportunidade de ter um novo membro da família assumir o espaço. De acordo com o portal de notícias Metro, a caçadora alegou que, ao abater a girafa, forneceu trabalho para 11 pessoas e, consequentemente, uma fonte de alimentação para os moradores locais.

Segundo Mark Jones, da Fundação Born Free, uma instituição anti-caça, “a caça é um retrocesso cruel e o abatimento de determinados animais (geralmente aqueles com as características mais impressionantes) têm efeitos diretos para as populações de outros animais e ecossistemas”.

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