Cobras não são os animais mais amados pelas pessoas. Alguns as acham simpáticas mas a maioria tem pavor. Mesmo assim, elas estão entre os animais que mais provocam fascinação nas pessoas.

São milhares de espécies ao redor do mundo e parece que ainda não foram descobertas todas as espécies existentes. As cobras podem não ter membros, mas isso não as impede de se locomoverem. Mexendo seu corpo, elas conseguem atravessar terra ou água, facilmente, sem precisarem de pés ou barbatanas.

Agora, os cientistas identificaram uma nova forma que esses animais se locomovem. O comportamento recentemente visto foi o de escada. Ele é difícil, mas dá as cobras a possibilidade de subir em cilindros grandes e lisos.

Movimento

Os pesquisadores apelidaram essa nova forma de locomoção de “locomoção d0 laço”. O nome foi dado porque a cobra sobe nos postes lançando seu corpo em volta das estruturas cilíndricas e prendem firmemente um laço do tronco à sua cauda.

Essa nova forma de se movimentar permite que a cobra arbórea marrom suba em cilindros lisos muito maiores do que qualquer comportamento de escada que era conhecido anteriormente. Além de poder  ser a primeira forma inteiramente nova de movimento da cobra que foi identificada recentemente.

“Por quase 100 anos, toda a locomoção de cobras foi tradicionalmente categorizada em quatro modos : retilíneo, ondulação lateral, enrolamento lateral e sanfona”, explica uma equipe de pesquisa, liderada pela bióloga conservacionista, Julie Savidge, da Colorado State University.

Alguns membros da comunidade científica também reconhecem o deslizamento como um outro tipo de movimento da cobra. Esse movimento acontece em superfícies planas. No entanto, outros sugerem que as categorizações que já existem sejam mais diversas do que as previamente reconhecidas.

De qualquer jeito, a locomoção do laço é bem diferente de todas as outras formas reconhecidas de movimento das cobras. E essa descoberta foi feita de maneira casual durante um projeto de conservação em Guam.

Observações

Revisando as filmagens de estruturas defletoras de metal, que foram feitas para proteger os pássaros e evitar que as cobras os alcançassem, a equipe viu uma coisa única.

“Tínhamos assistido cerca de quatro horas de vídeo e, de repente, vimos essa cobra formar o que parecia um laço em volta do cilindro e balançar seu corpo para cima. Assistimos a essa parte do vídeo cerca de 15 vezes. Foi um choque. Nada que eu já tenha visto se compara a isso”, explicou o pesquisador de medicina selvagem, Thomas Seibert.

Nesse movimento observado, as cobras estavam escalando os cilindros usando a postura corporal diferente em forma de laço. Tendo sua cabeça e o pescoço voltados acima da alça corporal posterior que circunda e agarra o cilindro.

Por mais que essa técnica dê a cobra arbórea marrom a possibilidade de subir em cilindros com o dobro do diâmetro ela não tem uma arrancada fácil.

“Velocidades lentas, escorregões, pausas frequentes e respiração pesada durante as pausas sugerem que a locomoção do laço é exigente. Mesmo que eles possam escalar usando esse modo, eles estão levando-os ao limite. As cobras param por longos períodos para descansar”, disse o biólogo Bruce Jayne, da Universidade de Cincinnati.

Agora que esse novo tipo de locomoção é sabido, os pesquisadores querem tornar o esforço ainda mais desafiador para as cobras. Eles querem colocar novos tipos de barrerias e obstruções que serão projetadas  especificamente para conter essa forma inesperada de movimento vertical.

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