Scott Green, um cirurgião plástico californiano, passou a ser investigado após comparecer a uma audiência judicial virtual, realizando um procedimento cirúrgico em um de seus pacientes. O profissional apareceu na videoconferência – que dizia respeito a uma infração de trânsito – trajando o uniforme, máscara facial e touca.

O cirurgião e a audiência

De acordo com o portal de notícias Sacramento Bee, bipes de máquinas médicas podiam ser ouvidos durante a audiência, que foi viabilizada pela plataforma Zoom. O procedimento e o paciente não foram capturados pela câmera.

Um funcionário do tribunal perguntou se Green estava disponível. “Parece que você está em uma sala de cirurgia”, pontuou. O cirurgião confirmou que estava em meio a uma cirurgia, mas instou o tribunal a prosseguir.

De acordo com a Sky News, o profissional parecia seguir com o procedimento cirúrgico enquanto esperava o início do julgamento, que ocorreu no dia 25 de fevereiro. O juiz que havia assumido o caso relutou em prosseguir com a audiência por estar preocupado com o bem-estar do paciente.

O cirurgião, nesse ínterim, refutou as preocupações do magistrado dizendo que estava acompanhado de outro cirurgião. O juiz, mesmo após a declaração do profissional, decidiu adiar a audiência porque acreditava não ser apropriado conduzir um julgamento naquelas circunstâncias.

Sem contestar a decisão do magistrado, o profissional pediu desculpas. “Queremos manter as pessoas saudáveis, queremos mantê-las vivas. Isso é o que importa”, declarou Green. O Conselho Médico da Califórnia decidiu investigar o incidente pois o cirurgião não seguiu os padrões de atendimento da comunidade médica.

Considerações

A audiência estava sendo transmitida ao vivo pelo YouTube, conforme exige as leis estadunidenses. De acordo com uma reportagem do UOL, a BBC News entrou em contato com o consultório de Green, mas, até o momento, não obteve retorno.

Ainda de acordo com a apuração do portal UOL, à rede de televisão NBC, o médico teria dito: “Não foi isso que aconteceu e não tenho nada a dizer. Obrigada.”

Obviamente, este não é o primeiro vídeo de audiências que foi promovido pela plataforma Zoom a viralizar. Recentemente, durante uma sessão online, Rod Ponton, um advogado do Texas, Estado do Estados Unidos, apareceu utilizando um filtro de realidade aumentada que simulava um gato.

O profissional só percebeu que o filtro estava ativado quando entrou na chamada de vídeo. Ao invés da figura física de Ponton, o que se via na tela era a animação de um grande felino, que por ser baseado em uma realidade aumentada, seguia minuciosamente os movimentos do advogado.

“Você pode me ouvir? Eu estou aqui, eu não sou um gato!”, exclamou o profissional. De acordo com o canal de notícias TechTudo, Ponton, mesmo tendo sido advertido pelo juiz que coordenava a sessão, não conseguiu desativar o filtro. O assistente do advogado também prestou ajuda, mas também não obteve sucesso.

O vídeo, rapidamente, se tornou viral. Até o momento, a gravação, que foi disponibilizada no YouTube, conta com mais de 4 milhões de visualizações. Estima-se que o número pode ser bem maior se contabilizadas as visualizações das inúmeras cópias que até hoje circulam entre os usuários do Twitter, WhatsApp e outras redes.

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