Fernando Bezerra Coelho. (Foto: Gabriel Siqueira/Blog do Carlos Britto)

A investigações a FBC e suas motivações

As buscas e apreensões da PF no gabinete do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), só trouxeram dor de cabeça para o Palácio do Planalto. Uma das causas se deve ao fato de a Polícia Federal (PF), sob responsabilidade de Sergio Moro, ter recorrido ao ministro Luís Roberto Barroso, do STF, após a ex-procuradora-geral Raquel Dodge negar autorização para as diligências.

Para ela, não havia “indícios de que ele (Bezerra Coelho) registrasse os atos praticados, pois, ao contrário, adotou todas as medidas para manter-se longe deles, de modo que a medida invasiva terá pouca utilidade prática”.

Outra causa é o governo perder, no momento, um articulador útil para o andamento de sua agenda, especialmente no Senado, Casa cortejada atualmente pelo clã Bolsonaro em razão das ambições diplomáticas de Eduardo. Terceiro, porque a cúpula da Polícia Federal esteve ou está sob ameaça e não engoliu até dias atrás a saída do responsável pela corporação no Rio de Janeiro. Os elementos fizeram o presidente Jair Bolsonaro perguntar a Moro: “A PF tinha razão para a busca e apreensão ou está fora de controle?”, segundo informa o Blog do Tales, do UOL.

O senador já tem sua tese sobre a investigação. Segundo ele, decorre de sua atuação “combativa” contra órgãos de “persecução penal”: “Causa estranheza à defesa que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação. A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal“, afirma nota assinada pelo advogado André Callegari, que o defende, segundo registra a Veja.

Enquanto isso os aliados de FBC dizem que o ministro da Justiça Sérgio Moro teria uma agenda em Paulista (PE) na tarde da quarta (18), para vistoriar o andamento das ações de segurança implementadas em um projeto especial do governo federal e Estadual, no combate à violência.

O ministro Moro viria com o senador, os quais se encontrariam com o governador Paulo Câmara, que participaria da visita de trabalho.

No entanto, desde terça (17), de acordo com os aliados de FBC, o ministro da Justiça cancelou a visita. A justificativa era que Paulo Câmara estaria em Fernando de Noronha, onde de fato o socialista entregou casas populares na manhã de ontem (19). Consideram tudo muito estranho.

Teste drive

Cabrobó, Lagoa Grande e Salgueiro deverão ter novos nomes na disputa pelas respectivas prefeituras em 2020. Ao que parece, os gestores desses municípios fizeram apenas um ‘teste drive’ no quesito política. Um deles, inclusive, Clebel Cordeiro (Salgueiro), já admitiu não concorrer à reeleição.

Barulho de oposição

Como não seria diferente, a bancada de oposição na Câmara Municipal de Petrolina aproveitou a notícia acerca das investigações da Polícia Federal (PF) contra o líder do Governo Bolsonaro, Fernando Bezerra Coelho (MDB), na sessão de ontem (19), para fazer barulho.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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