A filiação de Miguel não ato isolado, mas o jogo da sucessão movendo as pedras

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, enfim anunciou que se filiará ao MDB, depois do divórcio duro com o PSB. Mas ele não assinará a ficha hoje (15). A oficialização do ingresso de Miguel ao partido deve ocorrer num ato político previsto para novembro.

Miguel disse que a força do MDB no país foi vital para sua escolha.

Essa é uma decisão que levou bastante tempo, mas que foi a melhor possível. O MDB é um partido de uma grande história de construção de direitos, de lutas democráticas e de legado para um país tão rico e plural. Nossa escolha não é pessoal, mas de um projeto político que o MDB pretende fazer para um Brasil soberano e pujante e, regionalmente, devolver a Pernambuco o ritmo de desenvolvimento que ficou para trás“, afirmou.

Mas não foi apenas isso. O prefeito aposta na força do seu pai, senador Fernando Bezerra, e que o partido vai marcar oposição com o governador Paulo Câmara. É isso mesmo: Miguel acredita fortemente que os aliados Jarbas Vasconcelos, Raul Henry e Paulo Câmara não dividirão mais a mesa. Aliás, vivem hoje uma relação protocolar.

A convicção de ruptura do prefeito de Petrolina é tão grande que ele já fala em projeto estadual.

Vamos buscar a expansão do partido, fortalecer do Sertão ao Litoral. Chego para ajudar o MDB a construir um projeto exitoso para nosso Estado, assim como tem sido feito em Petrolina, onde temos sido destaque na educação, saúde, líder na geração de empregos e o maior volume de obras de Pernambuco“, destaca.

Mas Miguel não chegou de mansinho e mostrou logo o cartão de visitas de uma oposição contundente por uma afirmação dura.

Ele afirmou que o PSB quebrou o Estado e que o governador Paulo Câmara faz uma das piores gestões dos últimos anos. “Assistimos a uma paralisia total, o Estado não tem dinheiro para nada. Só a nós deve R$ 17 milhões não repassados“, afirmou.

Ele chegou a esse número com a soma dos repasses do SUS em atraso, o FEM desde 2017 em aberto e convênios não cumpridos. Miguel bateu forte e disse que “diferentemente de outros estados do Nordeste, Pernambuco não anda porque o governador é fraco e inoperante”.

Esse é só o primeiro capítulo dessa filiação que não é apenas um ato isolado: é o jogo da sucessão e o xadrez que move as pedras.

Treta na Câmara de Tuparetama

A Câmara de Tuparetama (PE), no Sertão do Pajeú, foi palco de uma grande treta, ontem (14). Durante a sessão ordinária, houve um bate-boca e troca de acusações entre os vereadores Arlã Markson (PSDB) e Plécio Galvão (PSL). Durante a discussão, Plécio partiu para cima de Arlã, mas foi contigo por colegas. O bate-boca começou devido à posse do suplente Evaldo de Vada (PSD), o qual assume mais uma vez a vaga deixada pela colega licenciada Priscilla Filó (PSL). Arlã faz parte da base aliada do governo municipal e Plécio Galvão, da bancada de oposição.

E os aliados de Miguel?

A confirmação do prefeito Miguel Coelho no MDB vai começar a suscitar questionamentos na Casa Plínio Amorim. E alguns dos principais aliados de Miguel? Embarcam juntos com ele na legenda? no PSB, ex-partido do prefeito, estão Zenildo do Alto do Cocar, Osório Siqueira (presidente do Legislativo) e Aero Cruz (líder da bancada governista).

Fonte: Blog do Carlos Britto

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