General Villas Bôas quer julgamento dos soldados na Justiça Militar (Marcelo Camargo/EBC)

Em entrevista ao portal UOL, publicada nesta segunda-feira (2), o general Eduardo Villas Bôas afirmou que deve ocorrer um maior diálogo com a sociedade sobre os possíveis efeitos colaterais de um enfrentamento efetivo ao crime organizado pelas Forças Armadas. A fala acontece após as Forças Armadas participarem de uma ação de cerco na favela da Rocinha durante uma semana no Rio de Janeiro

Na visão do comandante do Exército, entre esses efeitos colaterais estariam eventuais baixas entre civis inocentes, a necessidade de investimentos financeiros em ações de segurança e proteção das fronteiras e medidas de fiscalização que poderiam afetar liberdades individuais de pessoas que moram nas áreas de operações. Ele disse que esse debate deve ocorrer porque o recente “clamor social pelo emprego de forças militares parece apontar para a necessidade de um incremento das ações militares no combate ao crime organizado”.

O general disse também que há uma possibilidade de que a atual legislação que ampara as ações militares na área da segurança pública no Rio de Janeiro (chamadas de GLO, ou Garantia da Lei e da Ordem) possa estar funcionando como inibidor do combate ao crime.

A precaução de Villas Bôas é corretíssima. Estamos num país aonde os militares são demonizados por boa parte da imprensa e dos formadores de opinião, apesar de as Forças Armadas serem hoje uma das instituições mais aprovadas pela população. Imaginem se nesta última intervenção na favela da Rocinha tivesse ocorrido uma morte de um inocente, o chamado efeito colateral? O mundo viria abaixo.

Confira a entrevista de Villas Bôas na íntegra clicando AQUI.

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