Treinamento de fuga numa situação de emergência num submarino avariado (U.S. Navy)

Nesta quarta-feira (22) se passaram sete dias do desaparecimento do submarinho argentino ARA San Juan. A cada dia que passa diminuem as chances de as equipes de resgate encontrarem os tripulantes com vida, na hipótese de a embarcação se encontrar submersa e intacta no fundo do mar.

Neste momento, vários navios, submersíveis e aviões vasculham parte do Atlântico Sul em busca do submarino desaparecido. Mais de uma dezena de países ajudam nas buscas, com destaque e esperança para a equipe e equipamentos enviados pela Marinha dos EUA, que possuem treinamento e tecnologia de ponta para enfrentar tal situação.

Os americanos chegaram com aviões cargueiros transportando os mais modernos equipamentos disponíveis no planeta para o resgate em submarinos. A esperança é depositada na atuação de quatro submersíveis não tripulados e que são controlados remotamente. Os americanos vieram provenientes de uma base em Pearl Harbor.

Um dos submersíveis é chamado de Bluefin 12D e tem a capacidade de realizar operações de buscas numa velocidade de 5,5 km/h a profundidade máxima de 1.500 metros, trabalhando ininterruptamente por 30 horas. Os outros três são denominados Iver 580, que se movem a 4,6 km/h e a uma profundidade máxima de 100 metros. Trabalham sem parar por 14 horas consecutivas.

Mas o que a tripulação de um submarino pode fazer para escapar de um naufrágio?

No vídeo abaixo, o especialista militar brasileiro Marcelo Rios, do canal Hoje no Mundo Militar, explica o que pode ser feito numa emergência do tipo. “Um submarino é, com toda certeza, um dos piores lugares do mundo para se estar em caso de acidente grave”, comenta Rios.

Ainda que a embarcação esteja na superfície, uma explosão ou um incêndio grave poderá ser fatal para grande parte da tripulação. Principalmente, para as poucas escotilhas existentes para o exterior. Um submarino diesel-elétrico, como 60 metros de comprimento, pode ter uma tripulação formada por mais de 40 membros. Todos eles, literalmente enlatados num espaço extremamente pequeno.

Um incêndio ou uma explosão pode resultar em corredores bloqueados, dificultando ou mesmo impedindo que a tripulação alcance a escotilha mais próxima. Por isso, mesmo que um submarino esteja na superfície, boa parte dos marinheiros pode não ser capaz de abandonar a embarcação em caso de acidente grave.

Como é óbvio, a situação se complica ainda mais se o submarino estiver submerso. Quanto mais fundo, maior é a pressão. E dependendo da profundidade é impossível abrir uma escotilha. Num submarino naufragado, mesmo numa profundidade relativamente pequena, como 30 ou 40 metros, não será possível abri-la.

No excelente vídeo abaixo, Rios mostra as poucas e difíceis opções para a tripulação diante de uma emergência em que seja preciso abandonar o submarino:

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Please enter your name here