Você já ouviu falar sobre o Fênix HPC? Equivalente ao processamento de 1 milhão de celulares, esse é o maior computador do Brasil. Mais do que isso, é o maior computador da América Latina e de todo o hemisfério Sul. Diferentemente do seu computador, superpotente e equipado para jogos, o Fênix HPC faz um trabalho totalmente diferente dos computadores convencionais. Em funcionamento desde março desse ano, o computador é usado para processar uma enorme quantidade de dados geofísicos, para a Petrobras.

O equipamento, que custou dezenas de milhões de reais, hoje é indispensável para que a empresa funcione, de forma mais segura e eficiente. É graças a ele, que são processados todos os dados dos sinais captados embaixo da terra. Assim, o computador consegue transformar esses dados em fotos, para que seja feita a extração do petróleo. Até porque, sem esse procedimento, fica impossível saber o que tem debaixo da terra. E principalmente, onde está exatamente o petróleo que será extraído.

Utilidade do computador

Obviamente, para se extrair petróleo, é necessário fazer perfurações profundas. E isso, definitivamente, não pode ser feito em qualquer lugar aleatório. É preciso ter um estudo detalhado e preciso, para saber exatamente onde furar, como explica o gerente de geofísica da Petrobras, Jonilton Pessoa.

“Para descobrir petróleo você não tem a imagem do que está perfurando. Vai em cima de dados geofísicos e do conhecimento geológico sobre aquela área. Onde tem uma área com potencial para hidrocarbonetos (compostos químicos como o petróleo e o gás natural), precisamos de uma ultrassonografia da terra”, afirma. E é nessa etapa que entra o supercomputador.

Os funcionários da empresa utilizam equipamentos emissores de ondas, que geram os dados brutos dessa “ultrassom do solo”. O Fênix HPC funciona processando e traduzindo essas informações, em imagens das subsuperfícies da Terra.

No entanto, esse não é um procedimento rápido, mesmo o equipamento tendo 54 terabytes de memória RAM e 576 CPUs. Segundo a Atos, empresa, que fornece o Fênix HPC, tem o seu poder de processamento igual ao de 1,3 milhões celulares de última geração, mas, gerar imagens subterrâneas é um processo que leva muitos meses de trabalho. Mas, no Fênix HPC, esse tempo foi reduzido pela metade.

“O processamento de uma área grande levava seis meses dentro da máquina – passa por várias etapas, mas levava por volta disso no supercomputador antigo. No Fênix HPC, esse tempo foi reduzido em três meses”, explica Jonilton Pessoa.

O computador

Diferentemente de um computador convencional, o Fênix HPC não é apenas um monitor e um CPU. São 11 compartimentos de 1,20 metros de profundidade, onde são instalados os servidores, switches e discos.

Utilizar o computador também é um processo totalmente diferente e complexo do que você está acostumado. Ligar o supercomputador não é como ligar um MacBook ou um notebook normal. Jonilton explica que foram meses de “aquecimento” do novo equipamento.

“Está funcionando muito bem. Estamos com um dado sendo processado e ocupando 90% dos GPUs dele. O resultado primário é que os processos que ele está executando são muito mais rápidos, eficientes e bem melhores que o computador anterior”, conta.

Até agora, o supercomputador não concluiu o seu primeiro trabalho, mas a expectativa é a de que ele faça isso, muito mais rápido que os seus antecessores. Quando terminadas as equações, e geradas as imagens, a empresa poderá perfurar e localizar poços de petróleo mais facilmente, além de diminuir os riscos operacionais.

“O benefício que isso traz é muito mais assertividade na produção e descoberta de hidrocarbonetos. Quando tenho essa produção mais acertada, vou gastar menos dinheiro perfurando poço e mais produzindo, porque coloquei em uma posição melhor. Toda exploração e produção é otimizada”, afirma Jonilton, animado com a nova aquisição.

E você, já conhecia esse computador? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

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