Eu vivi para ver a Folha de S.Paulo comparar a atuação de advogados da União e de procuradores da Fazenda Nacional e do Banco Central do Brasil aos radares de trânsito, na tentativa ignóbil de dizer que os bônus por eficiência e honorários sucumbenciais equivalem à “indústria das multas de trânsito”.

Assim escreveu o repórter:

“Na prática, os bônus concedidos pelo governo federal têm objetivo semelhante [aos radares e pardais], ampliando ganhos de servidores para incentivar autuações de irregularidades.”

[Fonte: https://folha.com/a6pmzb34]

É assombroso o grau de ignorância do repórter e do jornal. É evidente que ambos desconhecem, em absoluto, as atribuições dos cargos citados e algumas expressões jurídicas.

Ou, estamos diante apenas da má-fé tentando se travestir numa espécie imoral e vergonhosa de Jornalismo.

Leia o trecho na imagem abaixo. Nele, a “reportagem” até explica o que são honorários sucumbenciais, determinados em juízo. Entretanto, logo em seguida, a canalhice abunda:

“Para bancar esse benefício, o governo desembolsou R$ 690 milhões em 2018.”

Senhores, honorários sucumbenciais são pagos pela parte derrotada nos processos judiciais. Portanto, quando esses valores são recebidos e rateados entre advogados da União e procuradores da Fazenda Nacional e do Banco Central é porque foram pagos por quem esses profissionais derrotaram nos tribunais e não pelo Governo Federal.

A proposta da matéria é apenas difamar algumas categorias, nem que, para isso, seja necessário atestar que postes mijam em cachorros.

Isso não é informar. É desserviço.

Segue o enterro…

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