Todo mundo já foi criança, e como tais, a maioria das pessoas tiveram brinquedos. Brincar é a melhor parte da infância. Sabendo disso as fábricas investem nos mais diversos tipos de brinquedos. Existem os tradicionais, os educativos e os tecnológicos. Independente da forma ou preço, todos fazem a alegria da criançada.

E, geralmente, esse fascínio por eles se mantêm mesmo depois de adultos. Os adultos podem até não brincar mais com eles, mas sempre tem um guardado como lembrança de uma época passada, ou usado como decoração em casa.

Existem lojas inteiras dedicadas a nada além de brinquedos, em todo mundo. Essa é uma indústria construída com base no entretenimento. Mesmo que a maioria dos lançamentos do segmento sejam bem vistos, alguns brinquedos no mercado são bem estranhos.

Ainda mais antes da popularização de smartphones e videogames. As formas de diversão eram mais simples. Ao olhar para trás, alguns brinquedos aparentemente eram mais inocentes. Mas nem todos eles.

Normalmente, os brinquedos e produtos destinados às crianças  são para entreter e ensinar. Mas, às vezes, existem aqueles que são feitos para crianças mas nunca deveriam ter chegados nas mãos dos pequeninos. Talvez, pelo formato ou a intenção com a qual foram produzidos não condiz com o que a vivência dos garotos. Os objetos que, teoricamente, tinham como objetivo divertir e entreter as crianças de formas saudáveis e felizes, muitas vezes, acabam causando o efeito contrário.

Brinquedo

E dentre uma variedade gigante de brinquedos, existiu aquele que foi o mais perigoso de todos. O Laboratório de Energia Atômica Gilbert U-238, era um brinquedo feito por Alfred Carlton Gilbert. O homem era um fabricante de brinquedos, mas também atleta, mágico, empresário e inventor do conhecido conjunto Erector.

Esse brinquedo vinha com quatro tipos de minério de urânio de baixo nível de radiação (Pb-210, Ru-106, Zn-65 y Po-210), um eletroscópio, um contador Geiger que media a radioatividade, um cintoscópio para ver os decaimentos nucleares e uma câmara de neblina que conseguia detectar as partículas de radiação ionizante.

Esse kit laboratório era um dos doze kits de reação química que existiam na época. Eles foram os precursores dos brinquedos que vemos hoje com kit de misturas. Aqueles que fazem as crianças quererem fazer “poções”, ou então, descobrir novas experiências.

Perigo

Geralmente, esses brinquedos de Gilbert tinham instruções de como a criança podia usar o seu kit e fazer seu próprio show de mágica. Os pais tinham em mente que dar esse brinquedo para seus filhos o levariam para um caminho de ciência e engenharia.

O Laboratório de Energia Atômica Gilbert U-238 tinha, com ele, um manual para pesquisar urânio e uma história em quadrinhos. O manual dizia que o governo daria uma recompensa em 10 mil dólares, para quem descobrisse novas fontes de minerais preciosos.

Esses kits foram vendidos entre 1950 e 1951. E felizmente, menos de cinco mil kits desses foram vendidos. O brinquedo era vendido normalmente graças à falta da conscientização sobre os riscos de radiação. O brinquedo era anunciado em revistas de escoteiros dos EUA, em 1947.

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