Ele é conhecido como o milagroso oftalmologista do Nepal. O Dr. Sanduk Ruit é um eminente cirurgião oftalmológico que, simplesmente, restaurou a visão de mais de 120.000 pessoas. Mesmo assim, pacientes não param de chegar. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, muitos vêm de vilarejos remotos, atravessam trilhas nas montanhas, cambaleando e tateando, esperando passar pelo milagroso bisturi do médico.

Em suma, durante sua extraordinária jornada, o oftalmologista recebeu vários prêmios internacionais, incluindo o prestigiado Padma Shri (2018, Índia), Ramon Magsaysay (2006), Filipinas), uma Ordem da Austrália (2007), uma Ordem Nacional de Mérito do Butão (2015) e muitos mais. Além dos prêmios, Ruit também já publicou dois livros: Second Suns (2013) e The Barefoot Surgeon (2018).

Mesmo após tantas conquistas, Ruit segue em pé de guerra contra a cegueira. Para se ter uma ideia, cerca de 39 milhões de pessoas, em todo o mundo, são cegas. Nesse ínterim, cerca de metade é por causa da catarata. Já as outras 246 milhões, de acordo com Organização Mundial de Saúde, têm a visão deficiente.

A solução do problema

Normalmente, uma pessoa cega, em um país carente de recursos, não tem tanta esperança em voltar a enxergar. Por outro lado, Ruit, aparentemente, trabalha para quebrar tal estigma. O oftalmo é pioneiro em uma técnica de microcirurgia de catarata simples. O procedimento custa apenas US$ 25 (R$ 94), por paciente, e é quase sempre bem sucedida.

O processo é tão simples que, após realizar a cirurgia para remover a catarata, as pessoas começar a enxergar no dia seguinte. E sim, os pacientes conseguem enxergar claramente. Os pacientes voltam andando para casa, irradiando uma felicidade indescritível.

Atualmente, o método de Ruit passou a ser ensinado em faculdades de medicina dos Estados Unidos. Ali, a cirurgia da catarata normalmente é realizada com máquinas complexas. Por serem inacessíveis em países pobres, Ruit decidiu aperfeiçoar seu trabalho na instituição Aravind Eye Care System, na Índia.

Estima-se que, somente em 2018, a excepcional instituição realizou 280 mil cirurgias. O objetivo dos procedimentos era inovar e refinar a microcirurgia de pequena incisão, para remoção de catarata sem sutura.

Inicialmente, antes de tamanha repercussão, os céticos denunciaram e ridicularizaram as inovações de Ruit. Para quebrar tais rumores, o American Journal of Ophthalmology publicou um ensaio clínico, sobre o trabalho do oftalmologista. O artigo provou que a técnica de Ruit tinha exatamente o mesmo resultado, que as máquinas ocidentais. A única diferença era que o método de Ruit era muito mais barato e a recuperação, claro, mais rápida.

O árduo trabalho

Até o momento, Ruit já realizou mais de 120 mil cirurgias de catarata. Em suma, Ruit desenvolveu não só uma técnica cirúrgica, mas toda uma estrutura de medicina oftalmológica. Ademais, o oftalmo fundou o Instituto de Oftalmologia Tilganga, que inclui hospitais, clínicas comunitárias, programas de treinamento e um banco de olhos.

Anualmente, o instituto Tilganga realiza cerca de 30 mil procedimentos. Além disso, metade das cirurgias são grátis. Nesse ínterim, o Tilganga também fabrica 450 mil lentes por ano para investir em procedimentos cirúrgicos. Cada lente custa apenas US$ 3 (R$ 11). A qualidade do material é excelente. Tanto que as lentes são exportadas para 50 países.

Além das cirurgias de catarata e das lentes, a instituição também fabrica próteses oculares. E pasmem: as próteses também custam US$ 3. Ruit que, atualmente, tem 61 anos, cresceu numa região remota do nordeste do Nepal e estudou medicina na Índia.

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