“Nesta Casa, como sempre tenho colocado, não sou oposição nem  situação. Aqui eu faço a política legislativa”. A declaração foi dada pela vereadora Cristina Costa (PT), ao justificar a celeuma na sessão plenária de ontem (8) na Câmara Municipal de Petrolina provocada pela presença do advogado Wank Medrado, que atuou na defesa do ex-funcionário terceirizado do Colégio Maria Auxiliadora, Allinson Henrique Carvalho. O protesto foi feito por Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz Angélica Mota, e por integrantes do Grupo ‘Somos Todos Beatriz’, que repudiaram a atitude da Casa Plínio Amorim.

À imprensa, Cristina disse que havia tomado conhecimento da ida de Wank porque diariamente, ao sair da Câmara, vai à secretaria tomar conhecimento da pauta.

Como parte dessa Casa, tive a oportunidade de analisar os documentos para que nada pudesse nos comprometer. Analisei a documentação, que já tinha sido encaminhada pelo vice-presidente (Ronaldo Cancão) e dei minha opinião de que estava tudo legal, dentro da tramitação, e fui até o presidente Osório Siqueira. Foi esse o encaminhamento”, declarou.

A exemplo do que já disse Cancão, a vereadora justificou que o espaço cedido a Wank é previsto pelo Regimento Interno da Casa, assim como a qualquer outra autoridade. “Não vejo qual o problema nisso”, frisou. Cristina acrescentou ainda ter solicitado uma cópia do ofício do advogado e encaminhou à Comissão de Direitos Humanos. “Agora, se tem algum fato por trás, eu desconheço”, completou. Suspeito de ter apagado as imagens das câmeras de monitoramento do Auxiliadora na noite de 10 de dezembro de 2015, quando a menina Beatriz foi morta, Allinson teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). No entanto, por sete votos a três, os desembargadores do órgão reavaliaram a decisão e revogaram a preventiva, após Wank ter recorrido. O assassinato de Beatriz está prestes a completar quatro anos e segue até hoje sem solução.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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