Em 2014, Sean Bean ocupava a quarta posição entre os atores que mais morreram em filmes e séries. Perdendo apenas para John Hurt, Bela Lugosi e Vicent Price. Mas a farra parece ter chegado ao fim. O ator decidiu colocar um basta, em suas mortes na tela, e não aceitar mais papéis que o levem direto para a cova. Com 35 anos de carreira, o ator totaliza a impressionante quantia de 21 mortes no cinema e na televisão. Não por menos, ele resolveu que já era hora de recusar esses trabalhos.

Em entrevista, o ator revelou que declinou ofertas porque a audiência saberia que seu personagem não sobreviveria até o final da história. Ou, no máximo, morreria no fim. “Eu precisava parar com isso e começar a sobreviver. Caso contrário, ficaria tudo previsível”, comentou. Bean também disse que, certa vez, foi informado de que seu personagem seria morto. Quando mostrou descontentamento, a produção pediu para, pelo menos, machucá-lo muito. Ao passo que respondeu “contanto que eu fique vivo dessa vez”, brincou. A taxa de mortalidade de Sean Bean é tão alta que surgiram vários memes do ator relacionados ao assunto.

Apesar de ter uma longa carreira, essa fama mortal de Bean ganhou popularidade após Game of Thrones. Ele interpretou Ned Stark na série e durou quase toda a primeira temporada. Neste caso, porém, o ator contou que a produção deixou claro que seu personagem morreria, mas seria quase no fim. Bean disse que leu o livro e achou justo, até porque não queria se atrelar a uma série que durasse anos a fio.

As mortes de Sean Bean

As jornadas de Sean Bean, ao reino de Hades, tiveram início em 1986, quando teve sua garganta cortada, em Caravaggio. Desde então, seus personagens tiveras os mais variados tipos de mortes. Foi esfaqueado, afogado, perfurado por um sabre, por uma lança, teve o corpo baleado, com diferentes calibres, em áreas distintas. Dentre tantos infortúnios, existiu aquela que, talvez, seja a sua mais bela morte. Antes de Ned Stark, Sean Bean viveu Boromir, em Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel.

A sequência, que precede a cena em questão, é também uma das mais emocionantes da trilogia. Ela carrega a essência do personagem em si, sua culpa e sua redenção. Boromir era humano, facilmente, tentado pelo poder de corrupção do Um Anel. Mas, no fim, ele conseguiu se lembrar do porquê lutava e mostrar que certas mortes valem a pena serem vividas.

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