O deputado Rodrigo Novaes (PSD) mostrou-se preocupado com o atraso no repasse de verbas federais para os perímetros de irrigação do Sertão pernambucano. Em discurso proferido durante reunião plenária de ontem (9) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Novaes destacou a mobilização dos agricultores do Projeto Fulgêncio, em Santa Maria da Boa Vista (PE), no Sertão do São Francisco.

Segundo o parlamentar, no sábado (7) eles entraram, por conta própria, na subestação da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), em Orocó (também na região do São Francisco), para religar a energia, já que o serviço havia sido cortado por falta de pagamento da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). No domingo (8), os protestos continuaram com a ocupação do espaço pelos manifestantes.

“Estamos preocupados com projetos públicos de irrigação à margem do Rio São Francisco. A Codevasf não pagou o que deve, cerca de R$ 6 milhões, e a Celpe chegou ao limite e resolveu cortar a energia, o que significa retirar a água e tirar a dignidade e a condição de trabalho de milhares de famílias”, afirmou Novaes.

O parlamentar adiantou ainda que pretende acionar a bancada federal na Câmara dos Deputados, além dos ministros de Pernambuco no Governo Temer, em busca de uma solução para o problema. “Vamos chamar a bancada federal e os ministros pernambucanos para que possam pressionar a Codevasf e o Ministério da Integração Nacional para fazer o pagamento desse débito”, anunciou.

Barragem

Novaes também repercutiu a reportagem veiculada no último domingo pelo ‘Fantástico’, da TV Globo, sobre os efeitos da seca no Vale do São Francisco. O programa dominical destacou o nível da Barragem de Sobradinho, na Bahia – atualmente em menos de 5% do volume normal –, e a crise dos perímetros irrigados. “Como se não bastassem todos os desafios que o Sertão enfrenta, o que dá certo fica prejudicado pelo Governo Federal”, avaliou. O parlamentar alertou para a possibilidade de a situação verificada no projeto Fulgêncio vir a ocorrer também no Brígida, em Orocó. (Fonte/foto: Alepe)



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