Divórcio mostra patrimônio milionário de amigo de Dirceu alvo da Lava Jato

O Antagonista revelou no mês passado que a Lava Jato estava de olho no advogado Luiz Carlos Rocha Gaspar, velho amigo de José Dirceu dos tempos de guerrilha que se refugiou na Espanha – onde Lula e o ex-ministro manteriam contas secretas.

O site Antagonista descobriu agora que Gaspar teria amealhado dezenas de milhões em imóveis, participações societárias e contas bancárias. Mas manteve tudo oculto em nome da ex-mulher Eliane Aparecida Manzolli de Oliveira.

Ocorre que o casal se separou em outubro de 2015, poucos meses após a prisão do ex-ministro. Como Gaspar está fora do país, a ‘ex’ começou a liquidar o patrimônio. Agora, o advogado – que comandou por anos o Ciatec de Campinas – entrou na Justiça para reaver “seus bens”.

Na ação, ele confessa que manteve tudo em nome da mulher, inclusive o luxuoso apartamento onde viveram e cotas das empresas Hamilton Empreendimentos Imobiliários e Cominag IAD Administração, alegando ser credor de R$ 25 milhões pela permuta de terrenos com uma incorporadora chamada ACS Construções.

Gaspar acusa Eliane de forjar sua assinatura numa declaração de separação de bens e trocar o crédito de R$ 25 milhões por um pagamento em cash de apenas R$ 600 mil. O amigão de Dirceu diz que vive hoje de sua “parca aposentadoria”, mas não explica à Justiça por que registrou tudo em nome da esposa – diz apenas que confiava na honestidade dela.

“Como todos os bens móveis e imóveis, inclusive contas bancárias, sempre estiveram exclusivamente em nome da requerida, e o apartamento em nome das filhas dela, o requerente foi afastado de todo o patrimônio, ficando impossibilitado de usufruir e viver dos frutos do mesmo. Nem mesmo em seu imóvel residencial ele pode entrar, tendo sido trocadas as fechaduras, impedindo-o de acessar inclusive seus bens pessoais e particulares”, alegam os advogados na ação.

Importante lembrar que é justamente Eliane que aparece formalmente como sócia da Manzolli & Oliveira Consultoria e Manzolli Consultoria Empresarial, empresas destinatárias de boa parte dos R$ 7,8 milhões que Dirceu recebeu por ‘consultorias’ à EMS – que virou a maior farmacêutica do país.

As duas empresas foram alvo da Operação Pixuleco, que prendeu Dirceu, mas as investigações sobre ela não avançaram. A Lava Jato pretende corrigir isso agora. Para integrantes da força-tarefa, a ‘briga do casal’ Gaspar e Eliane pode acabar na carceragem da PF em Curitiba.


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