Pode ter certeza que nós vamos participar das eleições [gerais] de 2022”. Foi assim que o deputado federal, Fernando Filho (DEM), pontuou sua conversa com a Imprensa no jantar oferecido pela família Coelho na noite de quinta-feira (12), permeado ainda por otimismo em relação a parcerias, comentários sobre o novo estilo do governo federal, fundo partidário e até mesmo juros baixos e taxa Selic.

Na confraternização que ocorreu num restaurante da Orla II de Petrolina, Fernandinho conversou por quase 10 minutos com os jornalistas, antes que pudesse sentar e jantar como os convidados. A entrevista percorreu diversos temas, mas em nenhuma o deputado se mostrou tão entusiasmado quanto as pretensões eleitorais do grupo para 2020 e 2022.

Tivemos uma presença muito maior no Agreste, Zona da Mata e na Região Metropolitana [de Pernambuco] porque decidimos fazer uma política mais estadual e sem dúvida nenhum vai existir um reflexo nas eleições de 2022, porque uma coisa é certa, nós vamos participar das eleições. Seja porque é quando vence o mandato do senador Fernando Bezerra [Coelho], seja porque nós poderemos estar ocupando algum espaço nessa chapa, e para isso é importante que o trabalho que estamos fazendo no Sertão seja percebido em outras regiões”, disse.

Pôs água na fervura

Parte da coletiva se concentrou também na relação do Congresso Nacional com a Presidência da República. Quando foi questionado sobre os projetos polêmicos e os recorrentes embates entre a Câmara dos Deputados e o atual governo, Fernando Filho afirmou que avalia 2019 como “um ano de aprendizado”.

Foi a primeira vez desde a redemocratização que um governo toma a opção de não construir uma base política no Congresso. Apresentou um novo modelo de relação, diferente daquilo que a gente conhecia, que era o famoso presidencialismo de coalisão. Evidentemente que até todo mundo se adaptar a isso, tivemos alguns desencontros, algumas trombadas, mas eu julgo que ao final do ano, 2019 foi bastante positivo. As pautas avançaram, nós conseguimos defender propostas que julgávamos importantes do ponto de vista macro do país e conseguimos também defender projetos prioritários aqui para nossa região”, ressaltou.

O deputado federal dava uma atenção especial aos recursos trazidos por seu grupo político para Pernambuco, a partir das parcerias com os ministérios e órgãos do governo. Ele lembrou que quando o prefeito Miguel Coelho (MDB) assumiu a prefeitura de Petrolina, em 2017, o país “ainda vivia uma grave crise econômica e só agora que começa a sair dela”. Para ele, o cenário adverso foi superado “com conquistas” pela gestão municipal por causa desse traquejo político.

Migração

A conversa então migrou para uma possível mudança do DEM para o MDB. Ele, por sua vez, foi claríssimo. “Estou muito bem no Democratas, tenho o apoio dos presidentes ACM Neto (do partido), Rodrigo Maia (da Câmara dos Deputados) e Davi Alcolumbre (do Senado), meus companheiros. O DEM vive hoje um protagonismo muito grande, liderando as duas casas do Congresso. E evidentemente que com a presença de Miguel e do senador [FBC], no MDB , a gente torce para o sucesso do MDB, mas eu irei ajudar a fortalecer o Democratas”, insistiu.

Sim ou não?

Outro assunto discutido durante o jantar foram o fundo eleitoral e a polêmica da possível redução de R$ 3,8 bilhões para R$, 2,5 bi, depois de sinalização de que o presidente Jair Bolsonaro poderia vetar o valor inicial das articulações para 2020.

Primeiro vamos lembrar que eu votei contra o financiamento público de campanha e a favor do financiamento privado. Lá atrás as pessoas diziam ‘não pode empresa está financiando campanha, tem que acabar com isso’, e eu voltei contra o uso de dinheiro público, mas fui voto vencido. Perdemos. Acabaram-se as doações empresariais e veio o financiamento apenas público. Mas tem que haver algum financiamento. Agora eu concordo que, diante de todo o cenário que a gente estava falando aqui de crise, que agora que a economia está voltando, talvez seja exagerado os R$ 3,8 bilhões”, avaliou.

Ao terminar a coletiva de imprensa, Fernandinho se voltou para a mesa e pôde confraternizar com os irmãos, aliados e convidados. No jantar, estiveram ao seu lado Miguel Coelho e Antonio Coelho (deputado estadual). O senador Fernando Bezerra Coelho não participou do evento porque presenciava a solenidade de posse do novo superintendente da Sudene, Douglas Cintra, no Recife.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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