Nesta quarta-feira (03), o Conselho Municipal de Direito das Mulheres de Jacobina, norte da Bahia, emitiu uma nota de repúdio sobre suposto caso de estupro em boate do município.

“O Conselho Municipal de Direito das Mulheres, juntamente com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher Mariene Soares em Jacobina, vem a público REPUDIAR de forma veemente o ato de crueldade, que teria ocorrido com uma jovem bonfinense no município de Jacobina, no qual a vítima relata que foi estuprada na madrugada do último dia 31 de dezembro. O crime praticado não feriu apenas fisicamente a vítima, mas a sua dignidade, o que é irreparável. Não se pode, portanto, sob qualquer hipótese, tentar justificar o injustificável ou aceitar qualquer discurso que culpabilize a mulher em situação de violência.

O Conselho Municipal de Direito das Mulheres e os CRAMMS registram sua preocupação com o reiterado desrespeito aos Direitos Humanos das Mulheres e fará o acompanhamento, como prática dos órgãos nos demais casos que chegaram ao nosso conhecimento, para que não caiam na impunidade e não abram precedentes para novos índices. O crime de estupro não fere somente uma mulher, mas todas as mulheres, que sofrem tantos abusos diuturnamente. A cultura do estupro é real e presente na sociedade brasileira e, por isso, reforçamos a importância em combatê-la em todos os momentos, principalmente no cotidiano, nas violências veladas, como piadas machistas, vulgarização e coisificação da mulher na mídia, e nos assédios sofridos nas ruas e transportes públicos.

Para nós, a prática de estupro não pode ser justificada sob qualquer ótica, ela deve ser punida de forma rigorosa e ainda assim homens e mulheres devem encarar o estupro como crime hediondo.

Por fim, solidarizamo-nos com essa jovem mulher com seus familiares.”

CRAM – Jacobina – Bahia



[EA]

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