Crédito da foto: Jean Brito

À frente de uma caravana que vem percorrendo o país discutindo o atual cenário político e econômico do país, o ex-candidato a presidente da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, desembarcou ontem (13) no Vale do São Francisco para uma série de compromissos. A maior parte deles aconteceu em Petrolina, onde Boulos concedeu uma coletiva de imprensa na Câmara de Vereadores, no final da tarde, e teve uma roda de conversas à noite com estudantes do campus local da Universidade de Pernambuco (UPE).

Ao lado de integrantes do PSOL municipal e de Pernambuco, Boulos afinou as críticas contra o Governo Bolsonaro. Um dos pontos atacados por ele diz respeito à questão do ensino superior, uma vez que as universidades e institutos federais estão entre “as vítimas preferenciais das políticas de desmonte” do atual governo.

Boulos lembrou que há universidades (a exemplo da Univasf) sem dinheiro para pagar a conta de luz e outras a ponto de parar as atividades porque não têm papel higiênico nos banheiros. “É um descaso com a educação, e descaso com a educação é descaso com o futuro, com as próximas gerações”, alfinetou.

O líder do PSOL destacou também que o foco de suas visitas têm sido o Nordeste. Na quinta (12) ele passou por Recife e Caruaru, em Pernambuco, e já tinha ido a Aracaju (SE). Para Boulos, a região transformou-se no principal alvo das políticas de Bolsonaro, não apenas pelas palavras de “desprezo, desrespeito e preconceito” contra os nordestinos, mas pelo corte drástico de investimentos.

Boulos lembrou que, no ano passado, o Nordeste teve 21% dos financiamentos viabilizados pela Caixa. Em 2019, esse número foi de apenas 2%. “Esses financiamentos são fundamentais para obras públicas, para habitação popular. Há uma perseguição de Bolsonaro com o Nordeste, que é uma região que depende muito do investimento público federal”, cutucou.

Juazeiro

Antes de ir a Petrolina, Boulos também cumpriu uma breve agenda em Juazeiro (BA). Lá, ele concedeu entrevista a uma emissora de rádio e visitou um terreiro de candomblé que vem sendo alvo de intolerância religiosa. Boulos, inclusive, lamentou o fato e defendeu que todos os brasileiros possam ter a liberdade de se expressar. “Independente da religião que as pessoas tenham, da fé que as pessoas professem, essa liberdade precisa ser garantida no nosso país”, completou.

Fonte: Blog do Carlos Britto

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