(Foto: Arquivo Pessoal/Calincka Crateús)

Na última sexta-feira (20) um garoto de 14 anos atirou contra estudantes no Colégio Goyazes, em Goiânia. Uma semana depois do crime, especialistas ainda buscam formas de lidar com o bullying nas escolas. Em Petrolina, o tema chamou atenção da jornalista Calincka Crateús.

Em 2016, durante a conclusão do curso de jornalismo Calincka Crateús escreveu um livro-reportagem autobiográfico sobre bullying. O livro “A menina dos olhos de canoa: relatos sobre bullying e superação”, ilustra a realidade e a superação da jornalista, que foi vítima de perseguição durante o período escolar.

Em sua pesquisa, Calincka percebeu que o processo é mais complexo do que apenas as “chacotas” e “brincadeirinhas” entre colegas. “Diante das pesquisas e entrevistas que colhi, percebi que o bullying em sua maioria acontece dentro da própria família e é alimentado na escola, tornado uma criança ou adolescente uma vítima ou agressor. É importante atentar-se ao fato de que o agressor também pode ser uma vítima: da sociedade, opressão familiar ou do próprio fato de que, o poder da intimidação o torna ‘melhor e mais forte’ que a vítima”, relata Calincka.

Para a jornalista, ficar atento aos sinais e ao comportamento das crianças é crucial para buscar uma solução para os atos de violência e crueldade. “As vítimas são pouco sociáveis, inseguras, possuem baixa autoestima, não possuem muitos amigos, em sua maioria não querem ser percebidos no ambiente escolar e tendem a se silenciar sobre as agressões que sofrem. Essa atitude pode dificultar o pedido de ajuda, fazendo com que o sofrimento e as perseguições se prolonguem”, alerta.

Na rede municipal de ensino de Petrolina, a temática é trabalhada na rede municipal, através de projetos e ações. Os estudantes ainda podem contar com uma equipe multidisciplinar com psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e pedagogos.

“Quando identificado pelo gestor uma situação, profissionais são acionados para auxiliar na questão. As ações de bullying nas escolas fazem parte de uma ação transversal durante todo o ano”, informou a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação de Petrolina.

A menina dos olhos de canoa: relatos sobre bullying e superação

Apresentadora Fátima Bernardes e a youtuber Tia Má. (Foto: Arquivo Pessoal/Calincka Crateús)

Com a repercussão de seus relatos de superação, Calincka foi convidada a participar do programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Rede Globo. Em seguida, foi convidada por diversas escolas para palestrar sobre a temática.

“As escolas estão mais atentas à necessidade de falar sobre o bullying, aqui na região há alguns projetos de prevenção dentro do campo escolar. Fui procurada por 10 escolas de Petrolina e Juazeiro para relatar e ajudar os educadores a entender o que é o bullying e criar ações preventivas.
Vale ressaltar que a escola não pode exercer sozinha o papel de conscientização.  É preciso que a família desenvolva o diálogo dentro de casa, com afeto e construir um elo solidificado de respeito com os filhos”, finaliza Calincka Crateus.

Outras informações sobre o trabalho da jornalista, poderão ser obtidas através do telefone: 87 99650 1581.

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