Em sigilo, delação de Palocci mobiliza desembargador do TRF-4

O ex-ministro do Partido dos Trabalhadores Antonio Palocci, enfrentou grandes dificuldades para conseguir acordo de delação premiada. Sendo recusado no Ministério Público Federal, Palocci viu possibilidade com acordo na Polícia Federal. Mesmo com a Procuradoria Geral da República não concordando, a PF foi autorizada a fechar delação. No momento, o acordo está na fase final.

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 4° Região, João Pedro Gebran Neto, avaliou que a delação precisa de alguns ajustes. No entanto, tudo ocorre sob total sigilo e não foi informado para a mídia sobre do que se tratam estes ajustes. Gebran Neto foi um dos magistrados responsáveis por votar no julgamento de Lula, condenado o petista em 12 anos e um mês de cadeia. Ao que tudo indica, a decisão de Gebran será em aprovar a delação, mas não há informações sobre os ajustes a serem realizados. O desembargador analisa se homologa o acordo ou não, independente do posicionamento do MPF.

Réu condenado

Palocci foi condenado pelo juiz Sergio Moro no âmbito das investigações da Lava Jato. Preso desde setembro de 2016, o ex-ministro era braço direito do ex-presidente Lula. Os crimes apontados foram de corrupção e lavagem de dinheiro. Palocci intermediava contratos entre a Odebrecht e a Petrobras. Além do mais, o ex-ministro é réu em processo sobre um terreno que se tornou sede do Instituto Lula.

A delação na PF aconteceu devido  diversas tentativas negadas no MPF. Com a PF, os delegados entendem que só o Judiciáriopoderá conceder benefícios ao delator. A Polícia Federal evidenciou que os fatos relatados por Palocci abrirão possibilidade para novas investigações.


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