Um dos principais necrotérios do estado de Zulia, no noroeste da Venezuela, é também um dos mais importantes do país. Ele fica localizado no porão do hospital e nele os corpos de pessoas já sem vida ficam em cima de macas de metal sujo.

Os corpos deveriam ficar ali por algumas horas e no frio, mas a maioria passa longos períodos de tempo, no calor, porque ninguém assume responsabilidade. Zulia é um estado rico em petróleo, pecuária e comércio e é prejudicado por apagões e racionamentos constantemente.

Os refrigeradores do necrotério não funcionam e o responsável pelo lugar diz que estão apodrecendo dois ou três cadáveres por semana. Na porta das geladeiras que não funcionam tem placas que dizem ’25 fetos para enterrar por bolsa’. Segundo os funcionários, cada vez mais crianças recém nascidas morrem.

Corpos

O corpo de uma mulher, que já estava no necrotério há seis meses, explodiu dentro do porão, assim como muitos outros que não são retirados a tempo para serem enterrados e não recebem tratamento adequado.

Isso acontece pelo fato de os corpos mortos já estarem na fase enfisematosa da decomposição quando os corpos não conseguem conter os gases em seu interior e estouram. Normalmente, isso acontece quando os corpos já estão enterrados, mas como a coleta dos cadáveres no necrotério não é das melhores, isso acontece lá.

As condições de trabalho no necrotério são insalubres e, segundo funcionários, eles não têm o equipamento necessário para manusear os corpos e, quando algum explode, eles têm que limpar sem o uso de nenhuma proteção.

Situação

Em teoria, o local deveria estar hermeticamente fechado mas como eles sofrem com a falta de energia, as portas são deixadas abertas para mantê-lo minimamente arejado. E parentes se enfurecem e se sensibilizam ao ver como seus entes queridos são tratados nessas condições.

Além disso, atrás do hospital, existem vários lixos do próprio lugar mostrando que as denúncias de abandono nos hospitais do país são verdadeiras.

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