Um bom projeto. Uma aeronave competitiva. Um time preparado. Estes foram os diferenciais que levaram o projeto de extensão F-Carranca, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a conquistar a 4ª colocação na 20ª Competição SAE Brasil Aero Design 2018 e se sagrar como a melhor equipe do Norte-Nordeste desta edição. A competição aconteceu de 31 de outubro a 4 de novembro, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeronáutica (DCTA) da Força Aérea Brasileira (FAB), em São José dos Campos (SP).

A F-Carranca competiu, este ano, com a aeronave FC-18 e concorreu na classe regular com outras 65 equipes de instituições do país e do exterior. A competição consiste em projetar, documentar e construir uma aeronave cargueira rádio controlada, que seja leve e consiga carregar o máximo de peso. O avião precisa ter, também, um bom desempenho na decolagem, no pouso e estabilidade em voo dentro dos requisitos e restrições pré-estabelecidos no regulamento da Competição Nacional, que é dividida em duas etapas.

A primeira é a competição de projeto, em que as equipes precisam desenvolver relatórios técnicos e enviar para avaliação dos juízes. A segunda é a competição de voo, em que a aeronave precisa decolar dentro de uma pista com comprimento de 60 metros, fazer circuitos no ar e pousar dentro da distância pré-determinada de 120 metros.

Este é o sétimo ano consecutivo que o F-Carranca participa da competição, que é anual. Este ano, 28 estudantes dos cursos de Engenharia Elétrica, Mecânica, Civil, Produção e Computação, que fazem parte da equipe, estiveram presentes no SAE Brasil, junto com os professores Luiz Mariano Pereira e José Bismark de Medeiros, coordenadores do projeto.

De acordo com a capitã da equipe, Luísa Moreira, a aeronave foi testada até o limite. A partir daí foi feita a validação dos parâmetros que seriam avaliados, como o peso da carga, velocidade da corrida de decolagem e de voo. O FC-18 destacou-se como melhor avião dentro da configuração monoplana, em que as aeronaves possuem apenas uma asa, pois as outras três equipes fizeram suas aeronaves com configurações biplanas, com suas asas.

Luísa credita a conquista também à base sólida que foi construída pelos ex-membros no decorrer do projeto, realizado desde 2009. “Conquistar o 4° lugar geral na competição foi um feito inédito para a equipe, que representou o Nordeste e o Vale do São Francisco e vem competindo com equipes de universidades de ponta do Brasil, sempre se mantendo em boas colocações. Ficar atrás apenas de equipes de São Paulo e Minas Gerais é motivo de muito orgulho. A gente só tem a agradecer a todos que acreditam no nosso sucesso”, afirma Luísa.

Para o professor Luiz Mariano Pereira, o resultado confirma a maturidade da equipe, que vem sendo adquirida desde 2012, quando participou pela primeira vez da Competição. “Podemos destacar melhorias no relatório de projeto, boas práticas de gestão e um bom trabalho em equipe dos membros das diversas áreas do projeto”, diz Pereira. Ele ressalta que a conquista também foi importante para divulgar o nome da Univasf. “Apesar de jovem, a Universidade já vem se destacando nas diversas áreas do conhecimento, no Brasil e até no mundo”, observa.

O Projeto Aerodesign da Univasf é um programa educacional cujo principal objetivo é proporcionar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de Engenharia Aeronáutica entre os futuros profissionais de Engenharias de Mobilidade (Aeronáutica, Automobilística, Mecânica, Controle e Automação, Civil, Produção, Elétrica, Eletrônica, Eletrotécnica, Materiais, Física, Mecatrônica-Robótica, Metalúrgica e Naval). A iniciativa visa a realização de atividades práticas, entre as quais projetar, construir e realizar testes de funcionalidade de uma aeronave rádio controlada, para participação em competições entre equipes de outras Instituições de Ensino do país.

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