Desde que assumiu o cargo de ministra no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves se tornou um verdadeiro “saco de pancadas” da esquerda brasileira.

O fato de ser religiosa – e relatar uma experiência que teve com Jesus, que, segundo ela, a salvou do suicídio, após sofrer abuso sexual quando era criança – a fez motivo de bazófias, gracejos e deboches por parte de políticos que só tem ‘fé’ e são ‘religiosos’, em época de campanha eleitoral, vide o caso do ‘homofóbico’ Fernando Haddad e de Manuela D’Ávila, na mais recente campanha eleitoral.

Na quarta-feira (10), a ministra participou da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para esclarecer sobre o funcionamento de 12 conselhos, comitês e comissões ligados ao seu ministério.

Em dado momento, a deputada-psicóloga Érika Kokay (PT-DF) questionou-a sobre a Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente):

“Como é possível, ministra, que nós não tenhamos em pleno funcionamento um órgão como o Conanda? Porque nem todas as meninas vítimas de violência podem ser salvas por um Jesus na goiabeira, nós precisamos de políticas públicas”, afirmou Kokay.

Após a fala de Erika, diversos parlamentares manifestaram apoio à Damares, reconhecendo a situação lamentável de abuso que sofrera quando criança. Diante das declarações, a ministra chorou emocionada.

Ao final do debate, Damares respondeu ao ataque de Érika:

“(…) a forma como a senhora falou em um primeiro momento machucou muito essa ministra. Eu senti que a senhora falou de uma forma irônica, a senhora zombou, mas a senhora não zombou somente de uma menina, zombou de milhares de meninas do Brasil. Quem passou pelo calvário que eu passei sabe o que é sentar no colo de um abusador. E eu esperava, deputada, de todo mundo, menos da senhora que é uma psicóloga”, afirmou.

Veja a resposta completa de Damares à Érica Kokay:

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