Major William Pina Botelho (Reprodução)

O escritor e jornalista Marcelo Rubens Paiva, conhecido por suas posições de esquerda e por ser filho do deputado Rubens Paiva – desaparecido durante o regime militar, usou suas redes sociais para chamar o major do Exército William Pina Botelho de “rato infiltrado”. E sua conta pessoal, no Twitter, postou uma foto do major e escreveu: “Olha o rato aí! Na minha época, expulsávamos sob vaia. Major Pina, acusado de rato infiltrado do Exército para tumultuar manifestações. Guarde bem este rosto”.

Nos protestos contra o presidente Michel Temer, no ano passado, o major do Exército brasileiro se passou por manifestante nos atos, se infiltrando num grupo de baderneiros de esquerda. No dia 4 de setembro de 2016, 21 pessoas, sendo três adolescentes, foram detidas em ato contra o governo Michel Temer. Naquela noite, um deles não foi detido: trata-se do então capitão William Pina Botelho, que trabalhava para o serviço de inteligência. Assim como outros jovens, não foi levado para o Deic, nem preso por uma noite.

Em qualquer democracia do mundo oficiais dos serviços de inteligência fazem o mesmo tipo de trabalho. Mas por aqui, onde as forças armadas são demonizadas pelos “intelectuais” e setores da imprensa, não pode. É visto como uma ação típica dos tempos do regime militar. A propósito, teve sem noção que chegou a comparar o episódio com a célebre bomba do Rio Centro, em 1981, quando um artefato explosivo foi detonado acidentalmente dentro de um carro, matando um sargento e ferindo gravemente um capitão do Exército.

Episódio do Riocentro, em 1981 (Acervo Globo)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Please enter your name here