Uma viagem de quatro dias em Nova York. Nada menos do que isso foi o que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ganharam para participar de um seminário da Fundação Getúlio Vargas (FGV), poucos dias antes de obterem o seu “aumento salarial”, como informado em “O Antagonista”.

O Plaza Athénée, um dos hotéis mais caros da cidade, a duas quadras do famoso Central Park, recebeu Gilmar Mendes e sua mulher. E, inclusive, uma selecionada comitiva da qual Dias Toffoli participou.

Em resumo, além do auxílio-moradia, nossos ministros são beneficiados com o “auxílio-Plaza Athenée”, e, em sentido mais amplo, com o “auxílio-Nova York”.

Uma regalia como poucas, diga-se de passagem, para aqueles que já vêm sendo tão privilegiados, neste país, onde a corrupção, as desigualdades, e a impunidade, – causada até mesmo pela “soltura indevida de criminosos”, – são “escancaradas”.

Só resta, agora, a cada um dos que participaram de tão gratificante viagem, aguardar que seus salários “engordem ainda mais”, conforme recente decisão do Senado, a ser confirmada pelo presidente Temer, que condicionou a concessão do criticado aumento à retirada do “auxílio-moradia”.

“Penalidade mínima”, por sinal, principalmente para alguns que vêm “abusando de sua autoridade máxima”.

Ao que tudo indica, portanto, tudo vai acabar bem para os nossos “viajantes” e outros que ficarão mais felizes. Mesmo ao custo do injusto e inaceitável “efeito cascata” que essa “felicidade financeira”, obtida por “imposição”, irá provocar.

“Quanto ao povo… quem se importa? Que o povo se dane!”, demonstra pensar esse grupo de insaciáveis representantes do nosso Judiciário. Sejam “supremos” ou não.

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