Equipamentos da Marinha americana (U.S. Navy)

Segundo informações de bastidores da Marinha argentina, o submarino diesel-elétrico da classe TR-1700 e fabricado na Alemanha teria capacidade de suprir oxigênio para a tripulação por no máximo sete dias, estando nas condições previstas acima. A informação é confirmada por especialistas do mundo todo que acompanham o misterioso desaparecimento do ARA San Juan.

Entretanto, em entrevista a uma TV argentina, um oficial da reserva que já trabalhou no ARA San Juan afirmou que o submarino teria oxigênio para mais alguns dias, desde que não tenha ocorrido algum incidente em seu interior, como um incêndio.

Um submarino convencional do tipo costuma passar até dois dias submerso, indo à tona ou perto dela, com o uso de um snorkel, para renovar o oxigênio. Se estiver em profundidade não consegue captar o oxigênio da superfície do mar.

O episódio da embarcação argentina faz lembrar da tragédia que se abateu sobre o Kursk, submarino nuclear russo que afundou no Mar de Barents em agosto de 2000. Após duas explosões acidentais, parou no fundo do mar. Dos 108 tripulantes, 23 conseguiram escapar da morte num primeiro momento, confinados num compartimento isolado do resto da embarcação. Todavia, o oxigênio foi suficiente apenas por 48 horas. Todos acabaram morrendo.

É este o temor das equipes de resgate que procuram neste momento o submarino argentino. Restariam agora poucas horas para os 44 tripulantes do ARA San Juan. Dentre eles, se encontra uma mulher, considerada a primeira oficial submarinista da América do Sul. Eliana María Krawczyk, de 35 anos, ocupa o cargo de chefe de armas da embarcação.

Eliana María Krawczyk é a única mulher a bordo do ARA San Juan (Marinha da Argentina)

A esperança nas mãos dos EUA

As esperanças se concentram agora com a entrada de militares e equipamentos da Marinha dos EUA. Os americanos começam a operar quatro minis submarinos controlados remotamente a partir desta terça-feira. Além da capacidade de buscar objetos no fundo do mar, possuem a capacidade de levar oxigênio e resgatar a tripulação.

A Marinha dos EUA implantou veículos subaquáticos não tripulados para participar da busca do submarino da marinha argentina, ARA San Juan, nas águas do Atlântico Sul. Os equipamentos consistem em um mini submarino Bluefin 12D (Deep) e três Iver 580, que são operados pelo esquadrão de veículos submarinos não tripulados 1, com sede em Pearl Harbor, no Havaí.

Os minis submarinos são capazes são capazes de pesquisar amplas áreas do oceano usando o Side Scan Sonar, um sistema que é usado para criar com eficiência imagens de grandes áreas do fundo do mar. O Bluefin 12D é capaz de realizar operações de busca a a uma profundidade máxima de quase 5.000 pés por 30 horas, enquanto o Iver 580s pode operar a uma profundidade de 325 pés por até 14 horas.

O governo dos EUA está fornecendo capacidades de resposta rápida, incluindo aeronaves, equipamentos e pessoal para ajudar o governo da Argentina na busca pelo submarino desaparecido. Além dos minis submarinos, os EUA enviaram aeronaves para auxiliar na busca, bem como equipamentos subaquáticos especificamente projetados para pesquisa e resgate de submarinos.

Um avião da Marinha P-8A já está na Argentina, onde se juntou a uma aeronave de pesquisa da NASA P-3 atualmente apoiando os esforços de pesquisa em curso no último local conhecido do submarino. O Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) enviou os equipamentos e pessoal para a Argentina para apoiar o pedido de assistência internacional do país para localizar o submarino e a equipe desaparecidos.

O SOUTHCOM é um dos seis comandos unificados geograficamente e com responsabilidade para operações militares dos EUA no Caribe, América Central e América do Sul.

Ajuda do Brasil

O Ministério da Defesa informou que a Marinha do Brasil enviou três navios para auxiliar nas buscas, enquanto a Força Aérea Brasileira mobilizou dois aviões capacitados para esse tipo de operação.

P3 Orion da FAB participa das buscas (FAB)

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