Um talentoso estudante de arte e design recentemente surpreendeu os usuários das redes sociais japonesas ao apresentar uma coleção de deliciosos sushis feitos exclusivamente de pedra.

Hama, aluno da Joshibi University of Art and Design, em Kanagawa, no Japão, apresentou seu impressionante trabalho em várias universidades do país. As pequenas exposições o ajudaram a se consolidar como artista. E é fácil entender o motivo: suas peças, por serem altamente realistas, são absolutamente incríveis.

Muitos dos que tiveram a oportunidade de ficar frente a frente com os sushis de pedra mal conseguem diferenciá-las das delicatessen que fazem parte da culinária japonesa. Em entrevista à revista japonesa J-town, o artista revelou que começou a criar sushis de pedra por mero acaso.

“Eu estava mexendo com um pedaço de granito vermelho na aula há alguns anos atrás e, ao olhar atentamente, vi que a peça em minhas mãos se parecia com um pedaço de atum. Depois de moldá-lo, conseguiu transformá-lo em um pedaço de sushi. Foi exatamente aí que percebi que poderia realizar um trabalho mais detalhista e isso o inspirou a continuar experimentando”, disse Hama.

Carreira

Antes de começar a produzir sushis de pedra, Hama trabalhava manuseando peixes, o que o ajudou a conhecer de forma mais profunda as cores, a anatomia, a estrutura e outras características dos animais em questão. Observador, o artista conseguiu unir sua experiência com a arte, conquistando, assim, resultados inexplicáveis.

Mesmo tendo uma compreensão do universo artístico, montar uma coleção tão impressionante de iguarias que não são comestíveis não foi nada fácil. O artista, por exemplo, levou um ano apenas para encontrar as pedras que e mais um ano para transformá-las em obras realistas.

Para moldar cada uma das peças, Hama utilizou ferramentas de polimento especiais da marca Dremel. Algumas das pedras não entraram em contato com nenhuma espécie de tinta – ou seja, possuem uma coloração própria, como, por exemplo, verde, rosa e cinza.

Encontrar rochas com a coloração certa não foi fácil, no entanto, a busca, para o artista, foi o que tornou o projeto gratificante, afinal, Hama queria, desde o início, que as pessoas notassem e apreciassem os diferentes padrões das pedras que foram utilizadas.

“Cada pedra tem uma textura e um padrão diferente, o que ajuda as pessoas a entenderem a expressão da cada pedra”, explicou o artista à revista japonesa J-town.

Pedras e mais pedras

Hama não é o único a trabalhar com pedras. O artista italiano Roberto Rizzo é outro profissional que transforma insossas pedras de rio em verdadeiras obras de arte, as quais são todas inspiradas em animais. Rizzo já replicou cães, gatos, pássaros, peixes e mais uma gama de bichos.

O artista italiano cria obras artísticas em pedras desde 1996. Para dar vida a sua arte, Rizzo recorre a pigmentos acrílicos de alta qualidade e altamente resistentes, que não se deterioram com o tempo.

“Mesmo assim recomendo que os colecionadores não deixem as obras entrarem em contato direto com certos elementos, pois nenhuma tinta resiste a chuvas intensas ou a exposição direta à luz”, explica Rizzo.

Com mais de 25 anos de experiência, Rizzo é um dos principais artistas que transformam pedras do mundo.

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