Ricardo Chaves, Lauro Mattei, Carlos Britto, Valdner Ramos e Antonio Habib.

Começou ontem (8) e vai até este sábado (10), no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro (BA), o 13º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural – Regional Nordeste (Sober-NE). O objetivo do evento é discutir o desenvolvimento rural da região Nordeste nas dimensões socioeconômica, ambiental, cultural e tecnológica.

A programação conta com minicursos e palestras, além da apresentação de trabalhos. Para falar sobre o evento, este Blog recebeu o presidente da Sober, professor Lauro Mattei, e o também professor Ricardo Chaves, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Também participaram da conversa os professores que fazem parte da organização Antonio Habib, presidente da Facape, e Valdner Ramos, da Univasf.

Debateremos os problemas relacionados ao desenvolvimento na região do semiárido, fundamentalmente a partir de cinco dimensões: econômica, social, cultural, ambiental e tecnológica. Essas dimensões estão presentes nos nove grupos de trabalhos que serão apresentados”, comentou Mattei.

O professor Ricardo Chaves falou sobre a produção agrícola e as questões ambientais. “Nós temos um modelo de produção agrícola que está esgotado, e aqui no Nordeste temos mais dificuldades, que é a questão do clima, com solos mais ‘pobres’ e falta de chuva. Então, como é que eu vou produzir alimentos sem comprometer a questão ambiental? Um dos temas da Sober é a questão da inovação. Vamos ter que inovar para produzir alimentos, dentro de um contexto que você não destrua o meio ambiente e se adapte às mudanças climáticas que estão por vir. Sabemos que a Sober não vai resolver todos esses problemas, mas estamos lançando a discussão”, destacou.

Para o professor Habib, o evento “traz essa pluralidade das discussões não voltadas apenas a questão agrícola, mas incorporando essas novas tecnologias”. Segundo ele, “esse é o grande mote, a grande força do Sober”. Lauro Mattei completou falando que o congresso debate “as tecnologias que você utiliza, o efeito dessas tecnologias em termos econômicos e sociais, mas sobretudo a questão ambiental.”

Já o professor Valdner Ramos falou sobre a convivência com a seca e ressaltou que a discussão foca o desenvolvimento sustentável, destacando as potencialidades da região. “A nossa discussão está no desenvolvimento de forma sustentável, olhando para as potencialidades do bioma caatinga, do Nordeste. Temos que aproveitar esse ecossistema e transformar em oportunidade para quem está nessa região. Temos que tirar proveito das características da própria região”, finalizou.

Resultados

O Congresso da Sober-NE pretende, ainda, a partir dos resultados das palestras e dos trabalhos científicos apresentados, consolidar as bases de conhecimento novo que possam contribuir para melhoria da competitividade das atividades do meio rural e promover o desenvolvimento sustentável do Nordeste. A programação completa pode ser conferida acessando aqui.

O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido (PPGDiDeS), pelo Colegiado de Administração da Univasf e pela Sober, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido, Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE) e Facape.

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